Mutirão reúne mais de 160 instituições para renegociar dívidas bancárias em novembro

Consumidores podem negociar débitos em atraso, com possibilidade de descontos, juros menores e prazos ampliados
29/10/2026 às 09h14
 - Atualizado há 8 horas
Foto: Agencia BR

Consumidores com dívidas bancárias em atraso têm até 30 de novembro para buscar condições especiais de pagamento durante o Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira. A iniciativa reúne mais de 160 bancos e instituições financeiras em todo o Brasil e é promovida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em parceria com o Banco Central, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e entidades de defesa do consumidor, para facilitar a regularização dos débitos e incentivar o equilíbrio financeiro das famílias.

Podem participar consumidores com dívidas não prescritas relacionadas a cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e outras modalidades de empréstimos bancários. Entre as alternativas oferecidas pelas instituições estão descontos, redução de juros, ampliação dos prazos de pagamento, mudanças nas condições de negociação e migração para linhas de crédito com custos menores. As propostas, no entanto, variam conforme as regras de cada banco e o perfil do cliente.

As negociações podem ser feitas diretamente pelos canais oficiais do banco responsável pela dívida ou pela plataforma Consumidor.gov.br, mediante acesso com conta prata ou ouro. O mutirão não contempla débitos prescritos nem financiamentos ou outras operações que tenham bens como garantia, a exemplo de imóveis, carros e motocicletas. E uma outra dica também é avaliar se as parcelas cabem no orçamento e se as condições oferecidas são sustentáveis a longo prazo.

A ação faz parte do calendário permanente do setor bancário e acontece duas vezes por ano, em março e novembro. Na edição de março de 2026, foram renegociados 2,7 milhões de contratos em atraso, volume 56% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando houve 1,4 milhão de acordos. Desde o início do programa, em 2019, mais de 38,3 milhões de contratos foram renegociados. Segundo a Febraban, além de facilitar os acordos, a iniciativa busca ampliar a educação financeira e ajudar os consumidores a organizar as contas e prevenir o superendividamento.

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