Temporal em Ribeirão Preto: 76% das empresas pararam após tempestade

Pesquisa revela que 42% dos negócios não tinham seguro; confira as linhas de crédito emergencial disponíveis para a reconstrução.
19/08/2026 às 10h33
 - Atualizado há 4 horas
Espaço desvatado após vendaval em RP | Imagem: Antônio Costolla

Um levantamento de impacto econômico realizado após o temporal do dia 24 de julho revelou a dimensão dos estragos no setor produtivo de Ribeirão Preto. Segundo o estudo, 74,6% dos negócios locais precisaram interromper suas atividades após o evento climático extremo, sendo que 58,4% das empresas ficaram paralisadas por pelo menos um dia inteiro.

Além disso, a pesquisa apontou que 42,7% dos estabelecimentos afetados não possuem cobertura de seguro. O estudo ouviu 178 empresas locais, sendo a maioria composta por microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas do comércio e serviços.

Radiografia dos prejuízos no comércio e serviços

As falhas nos serviços essenciais foram o principal gargalo enfrentado pelos comerciantes nos dias seguintes à tempestade:

  • Falta de energia e internet: 79,2% das empresas ficaram sem luz e 84,8% perderam a conexão de internet;

  • Queda no faturamento: 66,3% relataram redução direta nas vendas;

  • Valores das perdas: A maioria dos prejuízos (41,6%) ficou na faixa de até R$ 10 mil, mas 7,3% dos empresários relataram perdas superiores a R$ 50 mil;

  • Principais estragos físicos: Destelhamentos (25,8%), equipamentos danificados ou queimados (34,3%), perda de estoque (18,5%), alagamentos (15,2%) e estragos nas fachadas (14%).


Opções de crédito e apoio emergencial para recuperação

Diante do cenário, a principal demanda dos empreendedores é o acesso facilitado a linhas de financiamento com juros reduzidos para capital de giro e reformas. Diferentes opções de crédito emergencial já estão disponíveis para socorrer as empresas atingidas:

  • Programa Estadual (Desenvolve SP): Crédito emergencial focado em micro, pequenas e médias empresas para reconstrução, capital de giro ou compra de equipamentos. Oferece prazos de pagamento estendidos e carência de até 3 anos. O pedido é feito de forma digital mediante comprovação dos estragos (com fotos, laudos ou notas fiscais).

  • Fundo para o Agronegócio (FEAP): Recursos destinados a produtores rurais da região atingidos pelo clima, com teto de até R$ 150 mil e taxas subsidiadas.

  • Saque Calamidade do FGTS: Autorizado para trabalhadores e proprietários afetados realizarem a retirada emergencial junto à Caixa Econômica Federal.

  • Cooperativas e Fondos de Impacto: Instituições de crédito e organizações do terceiro setor (em parceria com o Sebrae) disponibilizaram linhas de crédito com taxas diferenciadas, carência de até 6 meses e consultoria gratuita para reestruturação dos negócios.

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