
Milhões de trabalhadores podem ter dinheiro do FGTS sem depósito

Um levantamento aponta que cerca de 11 milhões de trabalhadores brasileiros estão com depósitos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, o FGTS, em atraso. A inadimplência acontece quando as empresas deixam de fazer o recolhimento mensal obrigatório e pode passar despercebida por anos, até que o trabalhador precise do dinheiro em situações como demissão, aposentadoria ou compra da casa própria. Atualmente, a dívida das empresas com o fundo chega a R$ 12,6 bilhões.
O problema afeta diretamente o trabalhador porque os valores que deveriam ser depositados todos os meses deixam de ficar disponíveis para situações previstas em lei. Além do prejuízo financeiro, a falta dos depósitos pode dificultar o planejamento para momentos de emergência. Para as empresas, a irregularidade também pode trazer consequências, como fiscalizações e a perda do certificado de regularidade do FGTS, documento necessário para obter determinados empréstimos bancários e participar de licitações públicas.
Por isso, quem trabalha com carteira assinada deve acompanhar regularmente os depósitos. A consulta pode ser feita pelo aplicativo do FGTS, disponível no celular, onde o trabalhador consegue verificar se os valores estão sendo repassados corretamente pela empresa. A conferência periódica ajuda a identificar o problema antes que ele seja descoberto apenas no momento em que o dinheiro se torna necessário.
Caso encontre algum depósito em atraso ou valor diferente do esperado, o trabalhador pode procurar o setor de recursos humanos da empresa para pedir esclarecimentos. Se a situação não for resolvida, também é possível denunciar a irregularidade ao Ministério do Trabalho, para que o caso seja apurado.
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