Milhões de trabalhadores podem ter dinheiro do FGTS sem depósito

Empresas acumulam bilhões em valores não recolhidos e irregularidades podem comprometer o acesso do trabalhador ao benefício
12/08/2026 às 09h50
 - Atualizado há 3 horas
Foto: Reprodução

Um levantamento aponta que cerca de 11 milhões de trabalhadores brasileiros estão com depósitos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, o FGTS, em atraso. A inadimplência acontece quando as empresas deixam de fazer o recolhimento mensal obrigatório e pode passar despercebida por anos, até que o trabalhador precise do dinheiro em situações como demissão, aposentadoria ou compra da casa própria. Atualmente, a dívida das empresas com o fundo chega a R$ 12,6 bilhões.

O problema afeta diretamente o trabalhador porque os valores que deveriam ser depositados todos os meses deixam de ficar disponíveis para situações previstas em lei. Além do prejuízo financeiro, a falta dos depósitos pode dificultar o planejamento para momentos de emergência. Para as empresas, a irregularidade também pode trazer consequências, como fiscalizações e a perda do certificado de regularidade do FGTS, documento necessário para obter determinados empréstimos bancários e participar de licitações públicas.

Por isso, quem trabalha com carteira assinada deve acompanhar regularmente os depósitos. A consulta pode ser feita pelo aplicativo do FGTS, disponível no celular, onde o trabalhador consegue verificar se os valores estão sendo repassados corretamente pela empresa. A conferência periódica ajuda a identificar o problema antes que ele seja descoberto apenas no momento em que o dinheiro se torna necessário.

Caso encontre algum depósito em atraso ou valor diferente do esperado, o trabalhador pode procurar o setor de recursos humanos da empresa para pedir esclarecimentos. Se a situação não for resolvida, também é possível denunciar a irregularidade ao Ministério do Trabalho, para que o caso seja apurado.

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