Rapaz é preso após passar quase 40 anos usando identidade de outra pessoa

Investigação descobriu que suspeito construiu vida no interior de São Paulo com documentos que pertenciam a outro homem
19/08/2026 às 09h41
 - Atualizado há 22 horas
Foto: Reprodução

Um homem de 58 anos foi preso pela Polícia Civil após ser descoberto vivendo há quase quatro décadas com a identidade de outra pessoa, em Ribeirão Corrente. Identificado como Isonel Pereira França, ele foi localizado durante uma investigação e acabou detido em flagrante por falsidade ideológica e uso de documento falso. A fraude teria começado quando ele ainda era jovem, depois que deixou Goiás e passou a utilizar os documentos de outra pessoa para construir uma nova vida no estado de São Paulo.

A investigação começou após os policiais identificarem uma inconsistência em uma documentação antiga. Durante as diligências, a equipe chegou até o endereço de Isonel e solicitou seus documentos. Ele apresentou uma carteira de identidade, mas os investigadores já tinham informações de que o documento pertencia a outra pessoa. Levado para prestar esclarecimentos, o homem então confessou que teve acesso à identidade ainda jovem, quando trabalhava em um bordel em Goiás, e decidiu assumir aquele nome ao tentar uma nova vida.

Segundo o delegado Eduardo Lopes Bonfim, ao longo dos anos, o suspeito teria utilizado a identidade falsa em diferentes situações da vida. Com os documentos, ele conseguiu manter registros no Estado de São Paulo, além de se casar, registrar um filho e criar vínculos trabalhistas, inclusive relacionados ao Fundo de Garantia. Após a prisão, a Polícia Civil encaminhou as impressões digitais para confronto nos sistemas oficiais, procedimento que confirmou a verdadeira identidade do homem. A consulta também indicou que ele não possuía antecedentes criminais ou pendências com a Justiça em Goiás.

Mesmo com a identidade real confirmada, a polícia ainda busca esclarecer todos os detalhes da fraude e os motivos que levaram o homem a manter o nome falso durante tantos anos. Agora, além da parte criminal, será necessário regularizar uma série de registros construídos ao longo de quase 40 anos, separando os documentos e vínculos que pertencem ao verdadeiro titular daqueles produzidos pelo suspeito. O homem permanece à disposição da Justiça.

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