Homem preso por ajudar em homicídio durante cavalgada em Morro Agudo é solto; autor segue foragido

Justiça concedeu liberdade provisória a Fábio Sabino, acusado de fornecer a arma usada no crime. Já Tiago Inácio da Silva, apontado como autor dos disparos, permanece foragido
19/09/2025 às 09h07
 - Atualizado há 10 meses
Montagem com duas fotos lado a lado. À esquerda, um homem de pele clara, cabelo curto, bigode fino e expressão séria, veste uma camisa preta. À direita, um homem jovem, de pele negra, barba rala e brinco, usa boné preto com o símbolo “NY” e camiseta branca, olhando para a câmera com semblante neutro.
À esquerda, Tiago Inácio da Silva, apontado como autor do homicídio durante cavalgada em Morro Agudo; à direita, Crysthian dos Santos, vítima do crime — Foto: Reprodução

O homem suspeito de fornecer a arma e ajudar na fuga do autor de um homicídio registrado durante uma cavalgada em Morro Agudo ganhou liberdade nesta quinta-feira, 18. O Tribunal de Justiça expediu o alvará de soltura em favor de Fábio Sabino, de 35 anos.

Já o pedido de revogação da prisão preventiva de Tiago Inácio da Silva, de 34 anos, apontado como autor dos disparos que mataram Crysthian dos Santos, de 25 anos, foi negado. O juiz destacou a gravidade do crime e o fato de o réu continuar foragido.

A defesa de Tiago havia alegado colaboração, já que ele participou de uma audiência de instrução por videoconferência, mesmo não tendo se apresentado à Justiça. No entanto, o magistrado manteve a prisão preventiva.

No caso de Fábio, a defesa também alegou colaboração com a investigação e ausência de motivos para manter a prisão. O Ministério Público recomendou sua impronúncia e a concessão da liberdade, o que foi acatado pela Justiça.

O crime

Crysthian foi morto a tiros em março deste ano, durante uma cavalgada. Dias depois, Fábio foi preso sob a suspeita de ter fornecido a arma usada no assassinato e de ajudar Tiago a fugir. Os dois foram apontados em depoimentos de Kauã Henrique, de 19 anos, e Nicolas Modesto, também de 19.

Meses depois, Nicolas foi assassinado a tiros em frente a uma área de lazer. Segundo a polícia, ele havia brigado com outro rapaz em uma festa, quando dois homens encapuzados o executaram.

Já Kauã chegou a ser preso por falso testemunho, após mudar sua versão em audiência e negar que estivesse na festa no dia do crime. Atualmente, ele responde em liberdade.

A Polícia Civil segue investigando os dois homicídios e não descarta que eles tenham relação.

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