
Polícia Civil prende Noemi, investigada por sequestro de família em Franca

A Polícia Civil prendeu, na tarde desta quinta-feira, 06, em Franca, Noemi Vitória de Sousa Rosa, de 23 anos, investigada por participação no sequestro da mãe, da irmã adolescente e de uma bebê da família de Maria Isabel Oliveira do Prado. Considerada foragida desde a decretação da prisão preventiva, ela foi encontrada escondida em uma casa no bairro Aeroporto III após um trabalho de monitoramento da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). A suspeita foi levada para a delegacia, onde passou pelos procedimentos de polícia judiciária e permaneceu em silêncio durante o interrogatório, acompanhada por advogados.
De acordo com o delegado assistente da DIG, Gabriel Fernando Tomás, a localização da investigada foi resultado de um trabalho de inteligência realizado desde a expedição do mandado de prisão. As equipes receberam denúncias anônimas, além de informações obtidas por meio das redes sociais, e conseguiram identificar o imóvel onde Noemi estava escondida. Os policiais chegaram ao endereço e surpreenderam a suspeita antes que ela tentasse fugir.
Durante a operação, um morador da residência questionou a presença dos policiais. Segundo a investigação, há indícios de que ele sabia que Noemi era procurada pela Justiça e permitiu que ela permanecesse escondida no local. Caso essa suspeita seja confirmada, ele poderá responder por favorecer a fuga de uma pessoa procurada pelas autoridades. Já Noemi é investigada pelos crimes de sequestro e cárcere privado, roubo majorado e associação criminosa.
As investigações apontam que essa jovem teve papel importante na organização do grupo responsável pelo sequestro dos familiares de Maria Isabel. Conforme a Polícia Civil, ela teria incentivado parentes de Rafael Vitor de Souza Rosa e Guilherme Henrique Melo da Cruz a sequestrarem as vítimas para descobrir o paradeiro dos dois homens, que eram investigados pelo assassinato do caseiro Milton de Souza do Prado e, dias depois, foram encontrados mortos em Sacramento, em Minas Gerais.
A prisão é considerada um avanço importante para a investigação, mas a DIG afirma que o trabalho está longe de terminar. Um novo inquérito foi aberto para identificar outros participantes do grupo criminoso e esclarecer todas as circunstâncias do caso. A Polícia Civil informou que ainda há pelo menos um investigado com mandado de prisão em aberto e espera que a captura de Noemi contribua para localizar Maria Isabel Oliveira do Prado, que segue desaparecida, e concluir um dos casos de maior repercussão registrados neste ano na região.
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