Vereadores presos em Miguelópolis são transferidos para CDP

  Os cinco vereadores presos em Miguelópolis (SP) na manhã desta segunda-feira (12) durante a segunda fase da Operação Cartas em Branco estão no Centro de Detenção Provisória de Franca (SP). Todos são suspeitos de envolvimento em um esquema de desvio
12/09/2016 às 00h00
 - Atualizado há 9 anos

Os cinco vereadores presos em Miguelópolis (SP) na manhã desta segunda-feira (12) durante a segunda fase da Operação Cartas em Branco estão no Centro de Detenção Provisória de Franca (SP). Todos são suspeitos de envolvimento em um esquema de desvio de verbas e fraudes em licitações.

A ação foi feita pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e contou com apoio de 22 viaturas da Polícia Militar e Polícia Civil.

Entre os presos estão, André Freitas (PV), Genésio Urias (PTdoB), Júlio Cesar (PV), Reinaldo Gonçalves (PT) e Valter Sampaio (PTdoB) que mesmo afastado do cargo por problemas de saúde irá cumprir prisão domiciliar. A ex-secretária de gabinete, Adriana Cristina da Silva, também foi presa e encaminhada a Cadeia Pública do Jardim Guanabara.

Ao todo, foram cumpridas dez ordens judiciais, três vereadores e um comerciante são considerados foragidos. Os políticos procurados são, Mateus Garofalo Fernando (PSB), João Tadeu Jorge Junior (PMDB) e Vicente de Paula Moura (PMDB).

Os promotores permaneceram cerca de 4hs no prédio da Câmara Municipal e uma grande quantidade de documentos foi apreendida. A operação foi iniciada em abril deste ano quando, o prefeito Juliano Mendonça (PRB) foi preso acusado de fraudes em licitações. Ele segue preso, e por ter foro privilegiado as investigações passaram ser conduzidas pela Procuradoria Geral de Justiça de São Paulo.

De acordo com Gaeco, as irregularidades foram encontradas em 40 contratos assinados entre 2013 e 2015 em licitações das áreas de transporte, compra de materiais de escritório e consultorias. Os valores das fraudes passam de R$ 6 milhões.

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