
Polícia indicia seis mulheres por sequestro de família ligada a assassinato de caseiro em Franca

A Polícia Civil indiciou seis mulheres pelos crimes de associação criminosa, roubo, sequestro e cárcere privado envolvendo a família do caseiro Milton de Sousa Prado, de 44 anos, assassinado em junho, em Franca (SP). O indiciamento foi formalizado após a conclusão de parte das investigações, que apontam que o grupo teria sequestrado a esposa, uma filha, uma neta recém-nascida e outra filha de Milton para tentar descobrir o paradeiro de dois jovens suspeitos de matar o caseiro. Uma das mulheres, considerada líder da ação, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e está foragida.
Segundo a investigação, as seis mulheres possuem laços familiares com Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa, de 18 anos, e Guilherme Henrique Melo da Cruz, de 22, apontados como autores do assassinato de Milton. Os dois desapareceram após o crime e foram encontrados mortos cerca de um mês depois, em Sacramento (MG). Antes da localização dos corpos, familiares deles passaram a pressionar a família do caseiro e, conforme a polícia, organizaram o sequestro das quatro vítimas, que foram levadas para diferentes endereços em Franca e mantidas sob ameaças.A Polícia Civil afirma que as investigadas atuaram de forma organizada, com divisão de funções durante o crime. Noemi Vitória de Sousa Rosa, tia de Rafael, é apontada como a responsável por coordenar a ação. Também foram indiciadas Marcela Eduarda Melo de Paula, mãe de Guilherme; Kauany Eduarda Melo Cruz, irmã dele; Larissa Jhenifer Melo de Paula, tia de Guilherme; Ana Laura de Sousa Rosa Alves, tia de Rafael; e Kelly Cristina Queiroz Cardoso, proprietária do imóvel onde as vítimas permaneceram em cárcere privado. Além delas, Wellington Amorim da Silva, preso em flagrante no dia 7 de julho, também foi indiciado por ser o responsável por vigiar o cativeiro.
As investigações revelaram ainda que Maria Isabel Prado, de 21 anos, filha de Milton, apontada pela polícia como mandante da morte do pai, foi retirada do cativeiro antes da chegada dos policiais e permanece desaparecida. A Polícia Civil não descarta a possibilidade de que ela também tenha sido assassinada. Conforme o inquérito, Maria Isabel confessou que pediu aos dois jovens que dessem um “susto” no pai, alegando que ela e a irmã sofriam agressões.
O caso reúne uma sequência de crimes que começou com o assassinato de Milton, passou pelo desaparecimento e morte dos dois suspeitos do homicídio e terminou no sequestro da família do caseiro. A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias, localizar Maria Isabel e identificar a participação de outros possíveis envolvidos nos crimes.
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