Motorista de aplicativo desaparece após corrida; carro é encontrado com adolescentes

Polícia Civil investiga o paradeiro do trabalhador e realiza perícia no veículo após surgirem novas informações sobre o caso
17/07/2026 às 10h21
 - Atualizado há 2 meses
Foto: Divulgação

A Polícia Civil investiga o desaparecimento do motorista de aplicativo José Edson da Silva, de 43 anos, que está sem dar notícias desde a terça-feira, 14, quando saiu para trabalhar em Sertãozinho (SP). Segundo as investigações, ele teria aceitado uma corrida e não retornou para casa. O carro utilizado por José Edson, um HB20 branco, foi localizado na quarta-feira, 15, em Ribeirão Preto (SP), com três adolescentes no interior, o que passou a fazer parte das apurações.

Os adolescentes foram encaminhados à Delegacia da Infância e Juventude, prestaram esclarecimentos e foram liberados. De acordo com o boletim de ocorrência, até o momento não há indícios de que eles tenham participação em qualquer crime relacionado ao desaparecimento do motorista ou à posse do veículo. O caso é conduzido pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que busca reconstruir os últimos deslocamentos da vítima e identificar possíveis testemunhas.

Inicialmente, o carro chegou a ser devolvido à esposa de José Edson, mas foi recolhido novamente após o surgimento de novas informações consideradas relevantes para a investigação. Entre elas, imagens de câmeras de segurança que mostram o HB20 circulando por Serrana (SP) horas depois do desaparecimento. A perícia foi acionada para analisar o veículo e, segundo o delegado responsável pelo caso, não foram encontrados sinais aparentes de luta corporal no interior do automóvel. No entanto, familiares relataram ter observado marcas e possíveis manchas que podem ser de sangue. Além disso, os peritos identificaram indícios de que o carro possa ter passado por uma área de mato. Todo o material recolhido será analisado para auxiliar nas investigações.

A esposa do motorista contou que estranhou a falta de contato, já que ele costumava trabalhar principalmente em Ribeirão Preto por causa da maior demanda de passageiros. Ela afirmou que tentou diversas ligações e chamadas de vídeo, mas não obteve resposta. A Polícia Civil segue colhendo depoimentos, analisando imagens e reunindo outras informações que possam ajudar a esclarecer o caso.

Tudo sobre

Leia também:

Escolha sua rádio