Pequenas empresas ganham prazo maior para escolher como pagar impostos

Mudança amplia período para adesão aos modelos do Simples Nacional antes da entrada em vigor da reforma tributária, em 2027
05/10/2026 às 09h37
 - Atualizado há 1 dia
Foto: Divulgação

Micro e pequenas empresas terão mais tempo para definir como vão recolher impostos a partir de janeiro de 2027, quando começa a nova fase da reforma tributária. O Comitê Gestor do Simples Nacional prorrogou os prazos para que os negócios escolham entre o modelo tradicional, com todos os tributos reunidos em uma única guia, e o modelo híbrido, que permite recolher parte dos novos impostos separadamente.

Para optar pelo chamado Simples Nacional puro, o prazo passou de 30 de setembro para 15 de outubro. Já as empresas que quiserem adotar o modelo híbrido, com o recolhimento da CBS e do IBS fora da guia unificada e possibilidade de aproveitar créditos tributários, poderão fazer a escolha até 30 de outubro. Os períodos para desistência das opções também foram ampliados.

Quem escolher o modelo tradicional poderá desistir entre 3 e 20 de novembro. No caso do modelo híbrido, a desistência poderá ser feita até 20 de dezembro. A ampliação dos prazos atende a pedidos de empresários e especialistas, que defendiam mais tempo para avaliar qual alternativa é mais adequada para cada negócio.

Isso porque os efeitos da escolha podem variar conforme o setor e o perfil da empresa, principalmente entre comércio, serviços e indústria. Dados preliminares da Receita Federal apontam que mais de 586 mil empresas já haviam demonstrado interesse pelo modelo híbrido. O número supera as adesões ao Simples Nacional tradicional, mas ainda representa menos de 7% das empresas enquadradas no regime.

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