
Pequenas empresas ganham prazo maior para escolher como pagar impostos

Micro e pequenas empresas terão mais tempo para definir como vão recolher impostos a partir de janeiro de 2027, quando começa a nova fase da reforma tributária. O Comitê Gestor do Simples Nacional prorrogou os prazos para que os negócios escolham entre o modelo tradicional, com todos os tributos reunidos em uma única guia, e o modelo híbrido, que permite recolher parte dos novos impostos separadamente.
Para optar pelo chamado Simples Nacional puro, o prazo passou de 30 de setembro para 15 de outubro. Já as empresas que quiserem adotar o modelo híbrido, com o recolhimento da CBS e do IBS fora da guia unificada e possibilidade de aproveitar créditos tributários, poderão fazer a escolha até 30 de outubro. Os períodos para desistência das opções também foram ampliados.
Quem escolher o modelo tradicional poderá desistir entre 3 e 20 de novembro. No caso do modelo híbrido, a desistência poderá ser feita até 20 de dezembro. A ampliação dos prazos atende a pedidos de empresários e especialistas, que defendiam mais tempo para avaliar qual alternativa é mais adequada para cada negócio.
Isso porque os efeitos da escolha podem variar conforme o setor e o perfil da empresa, principalmente entre comércio, serviços e indústria. Dados preliminares da Receita Federal apontam que mais de 586 mil empresas já haviam demonstrado interesse pelo modelo híbrido. O número supera as adesões ao Simples Nacional tradicional, mas ainda representa menos de 7% das empresas enquadradas no regime.
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