Operação fiscaliza quase mil motoristas e reforça o cerco contra a mistura de álcool e direção

Blitz integradas abordam 948 veículos na cidade; consumo de álcool ao volante segue entre as principais causas de acidentes graves e mortes na região.
12/08/2026 às 15h58
 - Atualizado há 1 hora
Fical do Detran abordando um carro para realização do bafômetro
Foto: Detran

Mais de 900 condutores foram parados em blitzes promovidas na última semana em Franca em um esforço para conter um dos maiores vilões da segurança viária: a combinação entre bebidas alcoólicas e direção. Durante as ações integradas pela cidade, 948 veículos foram abordados e 12 motoristas se recusaram a fazer o teste do bafômetro, sendo autuados imediatamente pelas equipes de fiscalização.

O alerta ganha peso diante do impacto direto que a embriaguez ao volante causa na rotina de acidentes do município. Levantamentos do programa governamental de gestão de trânsito (Respeito à Vida/Infosiga) mostram que, em todo o Estado de São Paulo, a presença de álcool no sangue é apontada como fator determinante ou agravante em até uma a cada cinco mortes por sinistros de trânsito. Em cidades de médio e grande porte como Franca, o excesso de velocidade e o consumo de bebidas alcoólicas lideram as causas de colisões graves, atropelamentos e acidentes fatais nos finais de semana e madrugadas.

O peso da irresponsabilidade no bolso e na liberdade

A legislação brasileira adota a tolerância zero para a combinação de álcool e volante. O motorista autuado precisa arcar com severas consequências financeiras e administrativas:

  • Direção sob efeito ou recusa ao bafômetro: É considerada infração gravíssima. A penalidade inclui multa de R$ 2.934,70 e a abertura de processo administrativo para a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por 12 meses.

  • Reincidência no período de 1 ano: Se o motorista for flagrado novamente dentro de 12 meses, o valor da multa dobra, saltando para R$ 5.869,40, além de ficar sujeito ao processo de cassação do direito de dirigir. Neste caso, a habilitação é perdida e o condutor só poderá tentar se reabilitar após 2 anos.

  • Crime de trânsito (acima de 0,34 mg/L de álcool no ar): É enquadrado como crime. O condutor é preso em flagrante e encaminhado à Polícia Civil, ficando sujeito a pena de seis meses a três anos de detenção, além das sanções financeiras e da perda da CNH.

A intensificação das fiscalizações pela cidade tem como objetivo preservar vidas e evitar tragédias que destroem famílias. A orientação das autoridades de segurança é clara: se beber, utilize transporte por aplicativo, táxi ou escolha um motorista da rodada.

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