
“Influenciadores” pedem desculpas após encenação de falsa emergência em UPA de Franca

Os cinco jovens que gravaram uma falsa emergência dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento em Franca (SP) prestaram depoimento à Polícia Civil nesta terça-feira, 11, e pediram desculpas pela encenação. O grupo entrou na UPA do Jardim Aeroporto na semana passada carregando uma jovem que fingia estar passando mal, provocando o início de um atendimento médico. A gravação seria usada nas redes sociais e, segundo um dos envolvidos, tinha o objetivo de conscientizar os seguidores sobre ansiedade. A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar a conduta dos influenciadores.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a equipe de enfermagem iniciou o protocolo normalmente e colocou a jovem em uma maca. Enquanto o atendimento acontecia, outra integrante do grupo foi orientada a fazer o cadastro da suposta paciente. Foi nesse momento que ela informou aos funcionários que tudo fazia parte de uma gravação. A jovem que estava na maca também começou a rir e confirmou que não estava doente. Após serem advertidos pelos profissionais, os cinco deixaram a unidade antes que outras medidas fossem tomadas.
Durante o depoimento, um dos jovens, identificado como Kaíque Guilherme afirmou que o grupo se arrepende do que aconteceu e não pretendia prejudicar o serviço público. Segundo ele, a intenção era produzir um conteúdo relacionado a problemas de saúde provocados pela ansiedade. A Polícia Civil, no entanto, investiga a possibilidade de enquadramento dos jovens em três infrações: perturbação, por possíveis transtornos causados ao atendimento; alarme falso, pela criação de uma situação de emergência que não existia; e exposição da vida ou da saúde de outra pessoa a risco. O delegado Davi Abmael Davi classificou a gravação como uma “estúpida brincadeira” e ressaltou que uma unidade de saúde é um ambiente que exige seriedade.
Os envolvidos têm entre 18 e 20 anos, são de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e, segundo a polícia, se conheceram pela internet. Eles estavam reunidos em uma chácara alugada em Franca para produzir conteúdos para as redes sociais. O inquérito continua para esclarecer a responsabilidade de cada um e definir quais medidas poderão ser tomadas no caso.
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