
Gêmeas siamesas morrem após última etapa de cirurgia de separação em Ribeirão Preto

As gêmeas Heloísa e Helena, de 2 anos e 7 meses, morreram na noite deste sábado, dia 15, após não resistirem à quinta e última etapa da cirurgia de separação realizada no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. As meninas, que nasceram unidas pela cabeça, passaram por um procedimento de aproximadamente 15 horas, mas tiveram o óbito confirmado pela equipe médica após a conclusão da cirurgia. As causas da morte não foram divulgadas pelo hospital.
O procedimento envolveu mais de 50 profissionais, entre médicos, equipes de enfermagem e apoio. A separação das meninas era planejada desde 2024 e foi dividida em etapas justamente para reduzir os riscos e permitir a preparação gradual das estruturas compartilhadas. As quatro primeiras cirurgias, realizadas entre agosto de 2025 e março deste ano, avançaram na separação e também prepararam a região da cabeça das crianças para a etapa definitiva.
Na terceira cirurgia, por exemplo, os médicos informaram que haviam conseguido avançar para cerca de 75% da separação do cérebro e dos vasos sanguíneos compartilhados. Já na quarta etapa, foram utilizados expansores de pele, dispositivos colocados sob a pele e preenchidos gradualmente para aumentar a área disponível para o fechamento dos crânios após a separação. O planejamento do caso contou ainda com tomografias, ressonâncias magnéticas, realidade virtual e modelos tridimensionais das estruturas das meninas.
Heloísa e Helena eram de São José dos Campos, onde foram veladas e sepultadas na tarde deste domingo, dia 16.
O caso foi o terceiro de gêmeas craniópagas, nome dado às crianças que nascem unidas pela cabeça, conduzido pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Nos dois casos anteriores, as pacientes foram separadas com sucesso. Após a morte das meninas, a mãe, Claudilene Aparecida dos Santos, publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais: “Filhas, minhas eternas saudades. Mamãe ama vocês duas daí do céu”.
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