Fiscalização fecha postos de combustíveis e apreende equipamentos em Franca e Ribeirão Preto

Estabelecimentos foram lacrados por irregularidades documentais e uso de maquininhas de cartão registradas em nomes diferentes dos postos
21/08/2026 às 08h44
 - Atualizado há 5 horas
Foto: Reprodução Rede Sociais

Três postos de combustíveis foram fechados nesta quinta-feira, 20, durante uma fiscalização da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo. Dois estabelecimentos ficam em Ribeirão Preto e um em Franca. No posto Terrana, na Avenida Miguel Alves de Melo França, as bombas foram lacradas e equipamentos de pagamento e documentos foram recolhidos. Segundo os fiscais, os locais não tinham autorização para funcionar e utilizavam maquininhas cadastradas em nomes diferentes dos estabelecimentos.

A fiscalização aconteceu depois de a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis acionar a Secretaria da Fazenda. Em Ribeirão Preto, foram interditados o Auto Posto Estrela de Madri, na Avenida da Saudade, e o Auto Posto Marechal Costa e Silva, na Rua Capitão Salomão. Os três postos pertencem ao empresário Pedro Furtado Gouveia Neto, que foi um dos alvos da Operação Carbono Oculto, deflagrada em 2025 para investigar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado.

De acordo com as investigações, Pedro é sócio da GGX Global, empresa apontada pela Justiça de São Paulo como ligada ao grupo de Mohamad Hussein Mourad, investigado como um dos principais suspeitos de comandar o esquema. A Carbono Oculto apurou a possível utilização de postos, distribuidoras, empresas financeiras e fundos de investimento para movimentar e ocultar recursos de origem criminosa. Uma nova etapa da investigação, chamada Fluxo Oculto, também apontou suspeitas de continuidade das práticas mesmo após a primeira operação.

Em nota, o Grupo GGX afirmou que Gouveia Neto está afastado da administração dos postos desde junho e que as interdições aconteceram por questões documentais e cadastrais, que estão sendo discutidas nas vias administrativa e judicial. O grupo também negou qualquer ligação com facções criminosas e disse que pretende buscar a retomada das atividades. A fiscalização também apura o uso de maquininhas registradas em nomes diferentes dos postos, mecanismo que, segundo a suspeita levantada, poderia fazer com que parte das vendas não aparecesse no faturamento declarado e, consequentemente, reduzisse a tributação.

Até o momento da publicação desta matéria, a defesa do empresário não foi encontrada para comentar sobre o caso.

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