Esclerose múltipla: veja como identificar os sintomas logo no início

Campanha de conscientização alerta para a importância de identificar sintomas neurológicos iniciais que duram mais de 24 horas e iniciar a investigação precocemente.
12/08/2026 às 15h10
 - Atualizado há 3 horas
Agosto Laranja é o mês de conscientização sobre a esclerose múltipla, doença neurológica que pode se manifestar por diferentes sintomas e requer acompanhamento médico | Crédito: Magnific

campanha Agosto Laranja reforça a conscientização sobre a esclerose múltipla, uma doença crônica e autoimune que atinge o sistema nervoso central. No Brasil, estima-se que mais de 40 mil pessoas convivam com a condição, que provoca lesões no cérebro e na medula espinhal. Reconhecer os sinais logo no início é fundamental para garantir um diagnóstico precoce e preservar a autonomia e a qualidade de vida do paciente.

A esclerose múltipla afeta principalmente adultos jovens, surgindo com mais frequência entre os 20 e 40 anos. Diferente do que muitos pensam, o diagnóstico inicial não significa perda imediata de mobilidade; com as terapias modernas, grande parte dos pacientes mantém uma vida plena e ativa por décadas.

Principais sinais de alerta

Os sintomas iniciais costumam ser discretos e variam de pessoa para pessoa. Entre os manifestações mais comuns estão:

  • Perda de visão em um dos olhos ou visão embaçada/dupla;

  • Formigamentos persistentes ou sensação de choque ao movimentar o pescoço;

  • Fraqueza nos braços ou pernas e dificuldade para caminhar;

  • Tontura, falta de equilíbrio e fadiga extrema.

Muitos desses sinais podem ser confundidos com estresse ou ansiedade. A diferença crucial na esclerose múltipla é a duração: os sintomas neurológicos costumam persistir por mais de 24 horas e surgem sem causa aparente.

A importância da investigação e do tratamento rápido

É comum que os primeiros surtos melhorem de forma espontânea, criando a falsa impressão de que o problema passou. No entanto, mesmo em repouso visual ou alívio momentâneo, a doença pode continuar ativa no organismo e causar danos acumulativos.

Embora não tenha cura, o tratamento iniciado precocemente reduz o número de novas crises, evita sequelas permanentes e desacelera a progressão de limitações físicas. Ao notar a persistência de sintomas neurológicos, a orientação é procurar atendimento especializado com um neurologista para a realização de exames adequados, como a ressonância magnética.

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