Produtores têm até 14 de junho para atualizar rebanhos e evitar restrições sanitárias

Mais da metade dos animais já foi declarada no Estado; quem não cumprir a exigência poderá ter bloqueios na movimentação e emissão de documentos
02/06/2026 às 16h12
 - Atualizado há 2 meses
Vaca
A partir desta campanha, proprietários de bovinos e bubalinos passaram, além de declararem seus rebanhos, a contribuir com o Fundo de Defesa da Sanidade Animal Para a Pecuária (Fundesa-PEC) — Foto: Agência SP

Os produtores rurais paulistas têm até o próximo dia 14 de junho para realizar a atualização obrigatória dos rebanhos junto à Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo. A campanha, que teve início em 11 de maio, já contabiliza a declaração de aproximadamente 55% dos animais cadastrados em território paulista.

A medida é considerada fundamental para o controle sanitário e monitoramento da produção pecuária. Devem ser informados não apenas os rebanhos bovinos, mas também bubalinos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes, outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e criações de bicho-da-seda.

A Defesa Agropecuária alerta que o não cumprimento da obrigação pode trazer consequências diretas aos produtores, incluindo o bloqueio da movimentação dos animais e a impossibilidade de emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização.

Entre todas as espécies, os bovinos lideram o índice de adesão à campanha. Até o momento, cerca de 62% dos animais já tiveram seus dados atualizados pelos proprietários.

Declaração pode ser feita pela internet

A atualização dos dados pode ser realizada de forma online, por meio do sistema Gedave, ou presencialmente em uma das unidades da Defesa Agropecuária espalhadas pelo estado.

Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a manutenção dessas informações atualizadas é essencial para garantir respostas rápidas em casos de emergências sanitárias e para fortalecer os programas de vigilância animal.

Fundo reforça proteção contra febre aftosa

Uma das novidades desta etapa da campanha é a contribuição obrigatória dos proprietários de bovinos e bubalinos ao Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC), criado para garantir proteção financeira em eventuais ocorrências de febre aftosa.

O valor da contribuição em 2026 é de R$ 1,076 por animal declarado. Até o momento, o fundo já arrecadou mais de R$ 6,4 milhões.

O recurso funciona como uma espécie de seguro sanitário. Em situações de emergência, caso seja necessário realizar o abate sanitário de animais para conter focos da doença, o fundo poderá ser utilizado para indenizar os produtores afetados.

Segurança para o setor

De acordo com a Defesa Agropecuária, a existência do fundo fortalece a capacidade de resposta do Estado diante de possíveis surtos sanitários, garantindo mais segurança aos produtores e preservando a credibilidade da pecuária paulista nos mercados nacional e internacional.

A orientação é para que os produtores não deixem a atualização para a última hora e regularizem a situação dos rebanhos dentro do prazo estabelecido.

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