Febre do Nilo Ocidental: São Paulo confirma primeiros casos em humanos

Dois pacientes foram diagnosticados com a doença; um deles está internado e o outro já se recuperou
25/08/2026 às 10h11
 - Atualizado há 3 horas
Foto: Reprodução

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou nesta segunda-feira, 24, os dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental já registrados no estado. Os pacientes são uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, que teve histórico recente de viagem à região amazônica e já se recuperou, e uma jovem de 18 anos, residente em São José do Rio Preto, que permanece internada. Os dois diagnósticos foram confirmados por exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, e as equipes de vigilância investigam onde aconteceu a provável infecção.

A Febre do Nilo Ocidental é uma doença causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos ou muriçocas. O mosquito adquire o vírus ao picar aves infectadas e pode transmiti-lo posteriormente às pessoas. Segundo a Secretaria da Saúde, a infecção muitas vezes não provoca sintomas, mas cerca de 20% dos infectados podem apresentar manifestações como febre, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e manchas na pele. Em situações mais graves, a doença pode comprometer o sistema nervoso e provocar encefalite, meningite, confusão mental, tremores ou convulsões.

Os dois casos no estado de SP estão sendo acompanhados pelas equipes de vigilância epidemiológica municipais e estadual. A Febre do Nilo Ocidental faz parte do grupo das arboviroses, que também inclui dengue, Zika, chikungunya e febre amarela. Não existe vacina nem medicamento antiviral específico disponível para pessoas infectadas, e o tratamento é feito de acordo com os sintomas e a gravidade do quadro.

Para reduzir o risco de infecção, a orientação é utilizar repelente, roupas que protejam a pele e telas em portas e janelas. Também é importante evitar a exposição aos mosquitos, principalmente do entardecer ao amanhecer, período de maior atividade do Culex, além de eliminar locais que possam acumular água. A população também deve evitar o contato ou manuseio de animais encontrados mortos e procurar atendimento médico diante de sintomas compatíveis.

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