Pesquisa revela dificuldade da região em gerar oportunidades

Estudo aponta dificuldades em inclusão social, direitos e acesso ao ensino superior
26/05/2026 às 10h00
 - Atualizado há 3 meses
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Foto: Reprodução Prefeitura Municipal de Franca

Um levantamento divulgado nesta semana pelo Índice de Progresso Social (IPS 2026) revelou que 49 das 66 cidades da região de Ribeirão Preto (SP) ficaram abaixo da média nacional no quesito “oportunidades”, indicador que avalia direitos, inclusão social e acesso ao ensino superior. O estudo mostra que municípios como Franca, Barretos e Serra Azul tiveram desempenho inferior aos 46,82 pontos registrados como média do país, acendendo um alerta para questões sociais e estruturais que impactam diretamente a qualidade de vida da população.

O critério “oportunidades” faz parte dos três grandes eixos analisados pelo IPS, que também avalia necessidades humanas básicas e fundamentos de bem-estar. Ao todo, o levantamento considera 57 indicadores sociais e ambientais com base em dados públicos divulgados entre 2021 e 2025. Diferente de índices econômicos tradicionais, como PIB e IDH, o IPS mede os resultados percebidos pela população no dia a dia, e não apenas os investimentos feitos pelos municípios.

Entre os pontos analisados estão direitos individuais, acesso à Justiça, programas de direitos humanos, liberdade de escolha, acesso à cultura, esporte e lazer, além de dados sobre gravidez na adolescência, vulnerabilidade social e inclusão política. O estudo também observa questões como violência contra mulheres, negros e indígenas, presença feminina nas câmaras municipais e número de pessoas com ensino superior inseridas no mercado de trabalho.

Na região, as piores notas no quesito oportunidades ficaram com Serra Azul, que registrou 37,61 pontos, e Guatapará, com 38,11. Franca apareceu com índice de 45,30, enquanto Barretos teve 43,29, ambos abaixo da média nacional. Já Sertãozinho alcançou 47,69 pontos, ficando acima da média brasileira, mas ainda abaixo do índice estadual. Apesar disso, no ranking geral de qualidade de vida, apenas quatro cidades da região ficaram abaixo da média nacional, mostrando que o principal desafio segue concentrado nas oportunidades de crescimento e inclusão social.

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