Professor é demitido após ameaças de massacre em escola de Rifaina

Docente temporário teria ameaçado matar estudantes e colegas e incendiar a unidade; caso foi levado à Polícia Civil
16/09/2026 às 08h12
 - Atualizado há 20 horas
Foto: Reprodução/Redes sociais — Imagem atribuída ao professor mostra um homem segurando uma arma enquanto estudantes aparecem ao fundo; publicação foi divulgada nas redes sociais

Um professor temporário foi desligado na segunda-feira, 14, após ser acusado de ameaçar de morte estudantes e funcionários da Escola Estadual Professora Henriqueta Rivera Miranda, em Rifaina (SP). Segundo relatos de alunos e pais, o docente, que dava aulas de matemática, teria dito que mataria alguns estudantes e provocaria um incêndio na escola usando uma bomba. As declarações causaram pânico na comunidade escolar e levaram familiares a procurar a direção da unidade.

Uma estudante contou que deixou de frequentar as aulas do professor depois das supostas ameaças. Na última sexta-feira, 11, colegas teriam relatado a ela que o docente havia falado sobre a possibilidade de realizar um massacre. Ainda segundo o relato, o comportamento do professor teria mudado ao longo do ano e ele também teria se envolvido em conflitos com uma professora, e teria dito que ela seria a primeira pessoa a morrer.

O temor aumentou após a circulação de uma publicação atribuída ao professor em uma rede social. A postagem trazia uma imagem produzida por inteligência artificial, na qual um homem aparece segurando uma arma enquanto estudantes uniformizados apontam para ele. A legenda dizia: “se você me desrespeitou e eu fiquei em silêncio, não confie mais em mim”. Diante da situação, pais e alunos foram até a escola cobrar providências. A Unidade Regional de Ensino de Franca informou que o professor foi imediatamente desligado e que um boletim de ocorrência foi registrado.

O caso também foi inserido na plataforma Conviva-SP, programa estadual voltado à convivência e proteção escolar, e a Ronda Escolar da Polícia Militar foi acionada para apoiar a segurança da unidade. Por ser contratado temporariamente, o professor tem direito de apresentar sua manifestação no prazo de três dias úteis, antes de uma nova deliberação da URE. A Secretaria Estadual de Educação informou que repudia o comportamento atribuído ao docente e reafirmou o compromisso com a segurança de estudantes, professores e demais integrantes da comunidade escolar.

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