Conselho reage e leva caso ao Ministério Público após série de agressões contra enfermagem

Em Franca, Coren-SP acompanha denúncias em unidade de saúde e reforça que 80% dos profissionais já sofreram violência no trabalho
03/05/2026 às 15h37
 - Atualizado há 3 meses
Enfermagem

O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) anunciou que vai acionar o Ministério Público após uma sequência de agressões envolvendo profissionais de enfermagem em uma unidade de saúde. O caso ocorreu em Franca e envolve denúncias contra o vereador Leandro Patriota.

De acordo com o Conselho, profissionais que atuam no Pronto Socorro Municipal Dr. Álvaro Azzuz relataram constrangimentos durante o exercício da função. As situações teriam ocorrido sob a justificativa de fiscalização por parte do parlamentar.

Em nota de repúdio, o Coren-SP destacou que a enfermagem é uma atividade exercida com autonomia, respaldo técnico e garantias legais. O Código de Ética da categoria assegura, entre outros direitos, o exercício profissional em ambiente seguro, livre de violência, além da possibilidade de solicitar desagravo público, recusar exposição indevida em redes sociais e até suspender atividades em condições inadequadas.

Diante da gravidade das denúncias, a Comissão de Enfrentamento à Violência do Conselho esteve na unidade no último dia 1º de maio, data simbólica marcada pelo Dia do Trabalhador. A ação teve como objetivo acolher e orientar os profissionais sobre as medidas legais cabíveis. Representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais também participaram da visita.

O Conselho reforçou que as atitudes denunciadas comprometem não apenas o bem-estar dos trabalhadores, mas também a qualidade e a segurança do atendimento prestado à população. “A violência não resolve nenhuma situação de discordância”, destacou a entidade.

Um levantamento do próprio Coren-SP revela que cerca de 80% dos profissionais de enfermagem no estado já sofreram algum tipo de violência no ambiente de trabalho. Para o órgão, enfrentar esse cenário é essencial para garantir condições dignas à categoria e fortalecer o sistema de saúde.

O caso segue em apuração e deve ser encaminhado ao Ministério Público nos próximos dias.

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