Olho, cheiro e textura: saiba como identificar peixe fresco e evitar riscos à saúde

Especialistas orientam consumidores sobre sinais de qualidade e cuidados na compra de pescados, especialmente na Páscoa
02/04/2026 às 15h29
 - Atualizado há 5 meses
Peixe
O consumo de peixes e demais pescados tem um aumento considerável durante a Semana Santa — Foto: Governo SP

Com a chegada da Sexta-Feira Santa, cresce o consumo de pescados em todo o país e também as dúvidas na hora da compra. Saber identificar um peixe fresco é essencial para garantir não só o sabor, mas principalmente a segurança alimentar.

De acordo com orientações do Instituto de Pesca, ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, alguns sinais simples podem ajudar o consumidor a não errar na escolha.

Os olhos do peixe, por exemplo, devem estar brilhantes e salientes. Se estiverem opacos ou fundos, é sinal de que o produto não está fresco. As brânquias também são um indicativo importante: precisam ser avermelhadas e úmidas, sem presença de muco.

Outro ponto de atenção é a textura. A carne deve ser firme e elástica, ao pressionar, precisa voltar ao formato original. Já o odor deve ser suave, lembrando o mar. Cheiros fortes indicam deterioração.

A forma de armazenamento também faz diferença. O pescado fresco deve estar sempre sobre gelo, em temperaturas próximas de 0°C. Produtos expostos sem refrigeração adequada perdem qualidade rapidamente. Uma dica prática é deixar a compra do peixe por último, reduzindo o tempo fora da refrigeração.

Para quem opta pelo peixe congelado, os cuidados continuam. É importante verificar a validade, observar se há cristais de gelo dentro da embalagem, o que pode indicar descongelamento anterior e garantir que o freezer esteja a -18°C. E atenção: nunca recongele um produto já descongelado.

Além dos cuidados na compra, o consumo de pescado traz benefícios à saúde. Rico em ômega 3, vitaminas e minerais, o alimento contribui para o bom funcionamento do organismo e pode ajudar na prevenção de doenças cardiovasculares quando consumido regularmente.

O Instituto de Pesca também incentiva a diversificação do consumo, incluindo espécies menos conhecidas, que fortalecem a economia regional e ampliam as opções na mesa do brasileiro.

Com informação e atenção aos detalhes, é possível garantir uma refeição mais segura e saudável, especialmente em períodos de maior consumo como a Páscoa.

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