Família vira “banco” dos brasileiros e responde por 70% dos empréstimos informais

Levantamento mostra que, diante das dificuldades financeiras, maioria recorre a parentes — prática que pode aliviar o bolso, mas exige cautela
24/04/2026 às 16h32
 - Atualizado há 3 meses
Economia

Quando o orçamento aperta, a solução para muitos brasileiros não está no banco, mas dentro de casa. Um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, em parceria com o SPC Brasil, revela que 7 em cada 10 pessoas recorrem à família ao precisar de dinheiro extra.

O estudo aponta que o núcleo familiar se consolidou como a principal fonte de crédito informal no país, sendo responsável por cerca de 70% dos empréstimos entre pessoas físicas nos últimos 12 meses. Entre os mais acionados estão cônjuges, pais e parentes próximos, relações marcadas por confiança e vínculo afetivo.

Outro dado relevante mostra que mais de 30% dos consumidores já utilizaram o nome de terceiros para realizar compras ou contratar serviços, especialmente em situações de restrição de crédito. O comportamento reforça o papel da família como uma espécie de “avalista informal” em momentos de dificuldade.

Segundo a CNDL, a preferência por esse tipo de ajuda está diretamente ligada à rigidez das instituições financeiras, que têm adotado critérios mais exigentes para concessão de crédito. Diante disso, laços pessoais acabam pesando mais do que análises formais de risco.

Apesar de ser uma alternativa acessível, o crédito entre familiares exige atenção. Especialistas alertam que a inadimplência pode gerar conflitos e desgastar relações, comprometendo a harmonia entre parentes.

A recomendação é clara: tanto quem pede quanto quem empresta deve estabelecer limites, alinhar expectativas e, sempre que possível, formalizar acordos, evitando que um problema financeiro se transforme em um problema pessoal.

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