Exposição une cultura caipira e hip-hop em mostra inédita na Casa da Cultura

“Terra Vermelha” propõe diálogo entre tradição e urbano com visitação gratuita até o fim de abril
23/04/2026 às 16h09
 - Atualizado há 3 meses
EXPOSIÇÃO CASA DA CULTURA (7)

A Casa da Cultura e do Artista Francano Abdias do Nascimento recebe a exposição “Terra Vermelha – Do Interior para o Interior”, uma mostra que conecta a cultura caipira ao universo do hip-hop em uma proposta que mistura tradição e contemporaneidade. A visitação é gratuita e segue até o dia 30 de abril.

Logo na entrada, o público é convidado a mergulhar no conceito de “Regional Beat”, movimento que busca integrar diferentes linguagens artísticas e expressões culturais do interior paulista, aproximando elementos aparentemente distintos, como a viola caipira e a estética urbana.

Tradição e resistência

A exposição tem como ponto de partida a trajetória do artista francano Vinícius Comparini, músico e pesquisador que é um dos fundadores do movimento. A proposta valoriza o papel do caipira como símbolo histórico e cultural, destacando suas raízes, saberes e formas de resistência ao longo do tempo.

Com curadoria e criação expográfica assinadas por Gustavo Pasti e Lara Monteiro, além da participação da artista Isa do Rosário, a mostra reúne instalações e objetos que remetem à vida no interior, criando conexões entre o campo e a cidade.

Experiência sensorial

O percurso expositivo propõe um diálogo entre contrastes: a leveza da natureza e a dureza do ambiente urbano, a musicalidade da viola e o ritmo do hip-hop. A ideia é ampliar a percepção sobre identidade, pertencimento e as múltiplas formas de expressão cultural.

A iniciativa faz parte das ações do projeto contemplado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC), com incentivo da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

Serviço

A exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, na Casa da Cultura, localizada na região central da cidade.

Ao cruzar linguagens e histórias, “Terra Vermelha” transforma o espaço expositivo em um ponto de encontro entre passado e presente, onde o interior se reinventa sem perder suas raízes.

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