Conectados, mas sozinhos: redes sociais ampliam isolamento e acendem alerta na saúde de idosos

Especialistas apontam impactos físicos e emocionais da solidão, que já é considerada problema de saúde pública
12/04/2026 às 13h11
 - Atualizado há 4 meses
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O avanço das redes sociais tem mudado a forma de relacionamento entre as pessoas e ampliado o sentimento de solidão, especialmente entre idosos, em todo o Brasil. Segundo especialistas, apesar da facilidade de interação virtual, o contato humano presencial tem sido reduzido, o que agrava o isolamento. O alerta ganha força porque, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, a solidão já é considerada um problema de saúde pública, com impactos diretos na saúde mental e física da população.

De acordo com o médico Egídio Dórea, da Universidade de São Paulo (USP), idosos enfrentam perdas importantes ao longo da vida, como a morte de parceiros e amigos, além de limitações de mobilidade, o que contribui para o isolamento. Mas o problema não se restringe a essa faixa etária. Jovens também sofrem com a pressão social e a falsa sensação de conexão nas redes. Estudos indicam que relações de qualidade são fundamentais para a felicidade e a saúde ao longo da vida, enquanto interações simples do dia a dia, como conversar com vizinhos ou cumprimentar alguém, também têm papel importante no bem-estar.

Dados do IBGE mostram que o número de pessoas vivendo sozinhas cresceu 39% em dez anos, reflexo de mudanças sociais como urbanização, globalização e maior mobilidade. Especialistas explicam que é importante diferenciar solidão de isolamento e solitude. Enquanto a solidão está ligada ao sofrimento e à sensação de desconexão, o isolamento é a falta de contato social. Já a solitude é um estado voluntário e positivo, quando a pessoa escolhe ficar sozinha. O desafio, segundo especialistas, é fortalecer os vínculos reais em meio a um mundo cada vez mais digital.

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