SUS começa a oferecer novo tratamento contra malária para crianças

Medicamento em dose única já começou a ser distribuído e pode reduzir recaídas da doença
06/03/2026 às 09h27
 - Atualizado há 6 meses
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Foto: Agencia BR

O Ministério da Saúde iniciou a oferta de um novo tratamento contra a malária para crianças menores de 16 anos no Sistema Único de Saúde (SUS). A novidade é o uso da tafenoquina em formulação pediátrica de 50 mg, indicada para pacientes com peso entre 10 e 35 quilos. A distribuição do medicamento começou de forma gradual, principalmente em áreas prioritárias da região Amazônica, com o objetivo de ampliar o controle da doença e facilitar o tratamento entre o público infantil, que concentra cerca de metade dos casos registrados no país.

Até agora, a tafenoquina era disponibilizada apenas para jovens e adultos a partir dos 16 anos. Com a nova formulação, o Brasil se torna o primeiro país do mundo a oferecer esse tipo de tratamento específico para crianças. Inicialmente, serão distribuídos mais de 126 mil comprimidos para reforçar o combate à malária em diferentes regiões do país.

De acordo com o Ministério da Saúde, o medicamento é indicado para casos de malária vivax, causada pelo parasita Plasmodium vivax, desde que o paciente tenha mais de 10 quilos e não esteja em período de gestação ou amamentação. Um dos principais avanços do novo tratamento é que ele pode ser administrado em dose única. Antes, o esquema terapêutico podia durar até 14 dias, o que muitas vezes dificultava a adesão ao tratamento, principalmente entre crianças.

A distribuição inicial inclui regiões com maior incidência da doença, como territórios indígenas e áreas de difícil acesso na Amazônia. O governo investiu cerca de R$ 970 mil na compra do medicamento e já recebeu mais de 64 mil doses. Segundo o ministério, a estratégia faz parte de um conjunto de ações para ampliar o diagnóstico, intensificar o monitoramento e reduzir a transmissão da malária, que ainda concentra 99% dos casos na região amazônica. Em 2025, o país registrou o menor número de casos da doença desde 1979.

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