
Mulher é baleada dentro de casa e morre; marido, agente da GCM, é suspeito

Uma mulher de aproximadamente 33 anos morreu neste domingo (8) após ser baleada na cabeça dentro da própria residência, em Uberaba. O principal suspeito é o marido da vítima, um agente da Guarda Civil Municipal, que foi conduzido pela Polícia Militar para prestar esclarecimentos.
A vítima chegou a ser socorrida em estado gravíssimo e levada ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu poucos minutos após dar entrada na unidade.
O caso aconteceu justamente no Dia Internacional da Mulher, o que aumentou a comoção em torno do crime.
Criança presenciou a situação
No momento do disparo, a mulher estava em casa com o marido e a filha do casal, uma menina de 8 anos. A criança teria presenciado o ocorrido e poderá contribuir com informações durante as investigações.
Inicialmente, as primeiras informações indicavam a possibilidade de tentativa de autoextermínio. No entanto, diante das circunstâncias encontradas no local, a Polícia Militar decidiu conduzir o esposo da vítima para prestar depoimento.
A investigação passou a ser conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais, que avalia a hipótese de feminicídio, quando o assassinato de uma mulher ocorre em razão de sua condição de gênero.
Prefeita lamenta o crime
A prefeita de Uberaba, Elisa Araújo, divulgou uma nota oficial lamentando o ocorrido e manifestando solidariedade à família da vítima.
Segundo ela, o caso representa um momento de profunda tristeza para o município. “Recebi com indignação e dor a notícia do feminicídio ocorrido neste 8 de março, justamente no Dia Internacional da Mulher. Um crime brutal que choca e fere todas nós, mulheres”, afirmou.
A prefeita também destacou que nenhuma função pública deve proteger quem comete crimes e afirmou que o responsável responderá com todo o rigor da lei.
Ainda de acordo com a prefeitura, foi determinada a abertura imediata de procedimentos administrativos e garantida colaboração total com as investigações. A família da vítima deverá receber acompanhamento psicológico e assistência social.
As circunstâncias do caso seguem sob investigação e, até o momento, a identidade da vítima não foi divulgada oficialmente pelas autoridades.
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