
Justiça revoga prisão de mulher apontada como articuladora de sequestro em Franca

A Justiça de São Paulo revogou a prisão preventiva de Noemi Vitória de Sousa Rosa, apontada pela Polícia Civil como uma das principais articuladoras do sequestro de familiares de Maria Isabel Oliveira Prado, e determinou que ela responda ao processo em liberdade. A decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo foi cumprida nesta segunda-feira, 17, em Ribeirão Preto, após a defesa obter um habeas corpus. Noemi estava presa desde o dia 6, quando foi localizada em uma residência no Jardim Aeroporto III, em Franca, durante uma investigação da Delegacia de Investigações Gerais.
Segundo a Polícia Civil, Noemi teria incentivado familiares a fazer justiça pelas próprias mãos na tentativa de descobrir o paradeiro de Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa e Guilherme Henrique Melo da Cruz, que desapareceram após o assassinato de Milton de Souza do Prado. A investigação aponta que Milton teria sido morto a mando da própria filha, Maria Isabel, enquanto Rafael e Guilherme, apontados como executores do homicídio, teriam sido mortos posteriormente. Noemi é investigada por suposta participação na articulação do sequestro de familiares de Maria Isabel.
A defesa contesta as acusações e afirma que Noemi não teve qualquer envolvimento com o suposto sequestro. O advogado Thales Balbino também disse que a cliente nega ter informações sobre o paradeiro de Maria Isabel. Segundo ele, o habeas corpus foi apresentado após a defesa considerar insuficientes os elementos usados para justificar a prisão preventiva, entre eles depoimentos das vítimas e um reconhecimento fotográfico. O Tribunal de Justiça concedeu a liminar e substituiu a prisão por medidas cautelares.
Entre as medidas determinadas estão a proibição de contato com as vítimas e o comparecimento periódico em juízo. A soltura não significa absolvição, e Noemi continuará respondendo ao processo em liberdade. A defesa informou que agora pretende apresentar a resposta à acusação, antes da realização da audiência de instrução e julgamento. Outras duas mulheres investigadas por participação no suposto sequestro permanecem presas, e, segundo o advogado, também poderão ser beneficiadas por decisões semelhantes. O caso ainda é alvo de outras investigações e Noemi poderá ser novamente ouvida pela Polícia Civil.
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