
Médica é assediada por torcedores durante jogo e caso gera revolta no futebol paulista

O que era para ser apenas mais um dia de trabalho acabou se transformando em um episódio de assédio sexual para a médica Bianca Francelino durante uma partida de futebol no Estádio Palma Travassos, em Ribeirão Preto. A profissional prestava atendimento ao time visitante no jogo entre Comercial e Nacional-SP, válido pela Série A4 do Campeonato Paulista, quando passou a ser alvo de ofensas e gestos obscenos de torcedores que estavam próximos ao alambrado. O caso aconteceu no sábado, dia 7, véspera do Dia Internacional da Mulher, enquanto ela atuava à beira do campo prestando atendimento médico. A situação gerou grande repercussão nacional nas últimas horas.
O caso passou a ser acompanhado pelo Ministério Público. O promotor de Justiça responsável informou nesta terça-feira, dia 10, que pretende pedir à Justiça medidas mais severas contra os torcedores envolvidos na importunação sexual. Até o momento, dois suspeitos foram identificados, enquanto outros ainda estão sendo investigados pelas autoridades.
Segundo relatos, as ofensas começaram ainda nos primeiros minutos da partida e se intensificaram quando a médica entrou em campo para atender um jogador. Torcedores passaram a gritar frases de cunho sexual e a fazer provocações para chamar a atenção da profissional. O episódio também foi registrado na súmula da partida após a arbitragem ser informada sobre o comportamento de torcedores que estavam na arquibancada próxima ao banco de reservas do Nacional-SP.
A situação foi presenciada pelo namorado da médica, que estava no estádio acompanhado do pai. Ao perceber as ofensas, ele tentou conversar com um dos torcedores, mas a discussão aumentou e ele acabou sendo ameaçado. A Polícia Militar foi acionada e interveio para evitar que o conflito se transformasse em uma confusão maior dentro do estádio.
Após a repercussão do episódio, o Comercial divulgou nota repudiando o comportamento dos torcedores. A Federação Paulista de Futebol também comunicou que acionou o protocolo contra intolerância e discriminação no futebol paulista e encaminhou o caso às autoridades. Além das possíveis medidas judiciais contra os envolvidos, o clube pode ser responsabilizado pelas atitudes dos torcedores e sofrer punições previstas na legislação desportiva, como multa e restrição de acesso ao estádio.
O caso segue sob investigação e novas atualizações, incluindo a possível identificação de outros envolvidos, podem ser divulgadas a qualquer momento pelas autoridades.
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