No Anhembi, escola transforma legado de Chico Xavier em desfile emocionante

No Anhembi, escola exaltou a trajetória de Chico Xavier e as raízes culturais de Uberaba (MG), superando pane em carro alegórico durante o desfile.
15/02/2026 às 12h00
 - Atualizado há 6 meses
Carnavaluberaba
Foto: Reprodução

A Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Tom Maior levou para o Sambódromo do Anhembi, na madrugada deste domingo (15), uma homenagem carregada de fé, história e identidade mineira. Sexta agremiação a entrar na avenida, a escola apresentou o enredo “Chico Xavier: nas entrelinhas da alma, as raízes do céu em Uberaba”, exaltando a trajetória do médium Chico Xavier e sua profunda ligação com Uberaba.

O desfile emocionou o público ao destacar elementos culturais, históricos e espirituais que marcaram a vida do médium na cidade mineira, onde ele desenvolveu grande parte de seu trabalho. As alegorias trouxeram referências às sete colinas que compõem a geografia local, além de simbolismos ligados à espiritualidade e às cartas psicografadas ao longo de décadas.

Pane elétrica gera tensão momentânea

Apesar do brilho na avenida, a apresentação teve um momento de apreensão. O carro alegórico número 2 enfrentou uma pane elétrica nas proximidades do recuo da bateria, chegando a ter a iluminação completamente apagada. Integrantes da escola agiram rapidamente para resolver o problema e conseguiram restabelecer o funcionamento do equipamento, garantindo a conclusão do desfile dentro do tempo regulamentar.

Cultura, história e fé na avenida

O samba-enredo fez menções diretas à cidade homenageada e às suas raízes. Versos como “Terra sagrada que eu tanto amei” e referências aos povos Tupi, Caiapós e Araxás reforçaram a conexão entre espiritualidade, ancestralidade e identidade cultural. A proposta foi além da biografia, transformando a avenida em um tributo à memória afetiva e religiosa que envolve o nome de Chico Xavier.

Tradição no carnaval paulistano

Fundada em 1974 por Hélio Bagunça, a Tom Maior surgiu da união de sambistas tradicionais oriundos da Camisa Verde e Branco. Com as cores vermelho, amarelo e branco, a escola construiu uma trajetória sólida no carnaval de São Paulo ao longo de mais de cinco décadas e, neste ano, levou para o Anhembi uma homenagem que uniu samba e espiritualidade em um dos momentos mais marcantes da noite.

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