
Entre fé e tecnologia, padre faz alerta sobre o uso de telas na infância

O uso de celulares e redes sociais por crianças e adolescentes foi um dos assuntos abordados pelo Padre Marcelo Rossi durante entrevista ao Portal PopMundi, neste domingo, dia 6, em Franca. O sacerdote fez um alerta aos pais sobre a necessidade de acompanhar de perto a relação dos filhos com as telas e chamou atenção para possíveis impactos do uso excessivo da tecnologia na saúde emocional. Segundo ele, problemas como ansiedade e depressão precisam ser observados com atenção pelas famílias.
Padre Marcelo reconhece que a tecnologia faz parte da vida moderna e pode ser uma ferramenta importante de comunicação e acesso à informação. O problema, segundo ele, está na maneira como esses recursos são utilizados. Crianças e adolescentes ainda estão em fase de formação e, por isso, precisam de orientação para entender os limites e lidar com o conteúdo que encontram diariamente na internet.
Durante a conversa, o sacerdote resumiu a orientação aos pais em três palavras: prudência, discernimento e sabedoria. Para ele, não basta simplesmente entregar um celular para uma criança ou adolescente e deixar que ela navegue sozinha. A presença e o acompanhamento da família são fundamentais para ajudar os jovens a desenvolver uma relação mais saudável com a tecnologia.
O alerta ganha ainda mais força diante da presença cada vez maior das redes sociais na rotina de crianças e adolescentes. Para Padre Marcelo, os mesmos recursos que podem aproximar pessoas e levar informação também podem ser prejudiciais quando usados sem controle ou orientação. Por isso, cabe aos adultos estabelecer limites, conversar com os filhos e perceber mudanças de comportamento que possam indicar que algo não está bem.
A reflexão do sacerdote também mostra que a discussão não é simplesmente sobre proibir ou permitir o uso do celular. O desafio está em ensinar crianças e adolescentes a utilizar a tecnologia com responsabilidade. Para Padre Marcelo, quando existe equilíbrio, discernimento e acompanhamento, os meios digitais podem ser aliados, mas nunca devem ocupar o espaço do cuidado, da convivência, da espiritualidade e das relações humanas.
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