
Vereador é preso durante nova fase de operação que apura suposto esquema de servidores fantasmas

O vereador Almir Pereira da Silva (Republicanos) foi preso na manhã desta terça-feira, 01, em Uberaba (MG), durante a segunda fase da Operação Caça-Fantasma, conduzida pela Polícia Civil. Na mesma data, o parlamentar e outros seis assessores ligados a ele foram afastados cautelarmente das funções por 90 dias. Durante a ação, policiais estiveram no anexo da Câmara Municipal e apreenderam documentos e outros materiais no gabinete do vereador, que serão encaminhados para perícia.
A operação é um desdobramento de investigações que apuram um suposto esquema de nomeação e manutenção de servidores fantasmas no Legislativo. Em junho deste ano, o Ministério Público de Minas Gerais denunciou Almir e outras quatro pessoas. Segundo a apuração, assessores eram nomeados oficialmente, mas não cumpriam as atividades previstas, e parte dos salários e benefícios pagos seriam desviados. Há suspeitas de que as irregularidades tenham continuado mesmo depois das primeiras medidas de investigação.
As apurações começaram em julho de 2025, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados. Em fevereiro de 2026, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou o vereador e outras 17 pessoas. A investigação apontou que o suposto esquema teria funcionado entre 2023 e 2024 e provocado prejuízo superior a R$ 1 milhão aos cofres públicos.
A defesa de Almir, afirmou que respeita as decisões judiciais, mas considera as medidas excessivas e pretende questioná-las pelos meios legais. A Polícia Civil confirmou o cumprimento dos mandados, mas informou que não pode divulgar detalhes por causa do sigilo judicial. Já a Câmara confirmou a operação e disse aguardar informações oficiais sobre o caso, ressaltando o respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência.
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