
Marinha retifica informação e confirma que piloto não era habilitado em tragédia com seis mortos em Rifaina

A Marinha do Brasil confirmou que o piloto da lancha envolvida no acidente que deixou seis mortos não possuía Carteira de Habilitação de Amador (CHA). A tragédia aconteceu na noite de sábado, 21, no Rio Grande, na região de Rifaina. O condutor, Wesley Carlos da Silva, de 45 anos, foi uma das vítimas.
Inicialmente, a informação era de que ele seria habilitado, mas após nova checagem e a chegada de peritos ao local, a Marinha do Brasil esclareceu que não há registro da carteira em nome do piloto. A embarcação, no entanto, estava com o documento de inscrição regular. Um “Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação” foi instaurado para apurar as causas exatas da colisão contra o píer.
Outro ponto que chama atenção é o uso de coletes salva-vidas. Segundo socorristas que atenderam a ocorrência, apenas três das 15 pessoas a bordo utilizavam o equipamento no momento do impacto. O uso é obrigatório em embarcações de médio e pequeno porte com convés aberto, ainda conforme informação da Marinha.
Entre os relatos mais marcantes dessa tragédia está o de uma das sobreviventes, que participou nesta segunda-feira, 23, da despedida das vítimas. Em um vídeo que circula nas redes sociais, ela contou que um dos momentos mais traumáticos foi ouvir o menino Bento Aredes, de 4 anos, pedindo socorro. Segundo ela, a criança gritou por ajuda três vezes antes de se afogar.
Familiares e amigos passaram o dia entre velórios e sepultamentos no Cemitério Santo Agostinho e no Jardim das Oliveiras, em Franca, em meio a forte comoção.
A Prefeitura de Rifaina divulgou nota oficial manifestando pesar no dia do acidente. Outras cidades da região também se pronunciaram, como Patrocínio Paulista, onde Viviane Aredes e o pequeno Bento eram familiares da primeira-dama.
As investigações continuam para apurar responsabilidades, analisar as condições de segurança em uma área com intenso movimento de turistas, como Rifaina, e esclarecer o que, de fato, provocou a tragédia.
O que aconteceu?
Uma lancha com 15 ocupantes, entre eles uma criança de 4 anos, colidiu contra um píer na noite deste sábado, 21, em Rifaina. O acidente deixou seis mortos, outras nove pessoas foram socorridas.
De acordo com a GCM de Rifaina, a embarcação atingiu com força a estrutura do píer. Ainda não há informações sobre o que teria provocado a colisão. As vítimas resgatadas receberam atendimento imediato e foram encaminhadas para avaliação médica.
Os corpos das vítimas foram identificados e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Araxá (MG).
Morreram no acidente: Viviane Aredes, que completaria 36 anos neste domingo, 22, e seu filho Bento Aredes, de 4 anos; Juliana Fernanda de Oliveira Silva Ferreira, 40 anos; Wesley Carlos da Silva, 45 anos; Érica Fernanda Leal Lima, 40 anos; e Marina Rodrigues, 22 anos.
A investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da delegacia de Araxá, já que o acidente ocorreu no lado mineiro da represa.
De acordo com o sargento Vicente de Paula Teixeira Júnior, responsável pela ocorrência, a lancha retornava de um bar flutuante e seguia em direção a um rancho quando atingiu o píer. As causas do acidente seguem sendo apuradas.
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