Professor francano assassinado em Santa Catarina é enterrado em Restinga

Morte a tiros levanta suspeitas de retaliação em desdobramento de um acidente fatal no ano passado em que Lucas estava envolvido
18/09/2025 às 10h17
 - Atualizado há 10 meses
Imagem mostra uma rua de bairro em São José (SC) isolada pela Polícia Militar após um homicídio. Viaturas estão estacionadas no local, com policiais e uma ambulância do Samu ao fundo. No canto direito da imagem, há uma foto destacada de um homem de óculos, barba curta e cabelos escuros, vestindo camiseta preta, identificado como o professor assassinado.
Local onde o professor francano Lucas Antonio de Lacerda foi assassinado a tiros em São José (SC); no detalhe, a vítima — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Lucas Antonio de Lacerda, de 39 anos, professor e pesquisador natural de Franca (SP), foi sepultado na tarde desta quarta-feira, 17, no Cemitério Municipal de Restinga (SP). Ele foi assassinado a tiros na última segunda-feira, 15, em São José, na Grande Florianópolis.

O corpo foi velado com a presença de familiares e amigos próximos, que se despediram em clima de forte emoção. Lucas possuía graduação em Letras pela Unesp e mestrado em Linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde também atuou como pesquisador e tutor em ensino à distância, com trabalhos reconhecidos nas áreas de Sociolinguística e História da Língua Portuguesa.

Assassinato em Santa Catarina

O crime aconteceu por volta das 14h30 de segunda-feira, quando Lucas foi surpreendido por homens armados em via pública. Os disparos atingiram principalmente tórax e cabeça. Ele morreu antes da chegada do socorro.

A Polícia Militar isolou o local e a Delegacia de Homicídios da Capital recolheu imagens de câmeras de segurança da região. Até o fechamento desta reportagem, nenhum suspeito havia sido preso.

Relação com caso anterior

A morte de Lucas reacendeu discussões sobre um processo criminal que ele respondia desde 2024, por homicídio culposo no trânsito, após um acidente fatal em Florianópolis.

Na ocasião, ele conduzia um carro que colidiu com a motocicleta pilotada por Thiago Suli dos Santos, de 24 anos, que morreu no local. Apesar de laudos periciais apontarem velocidade excessiva e direção irregular da vítima, o Ministério Público denunciou Lucas, e a Justiça acatou a acusação.

O processo ainda estava em fase inicial, sem julgamento ou condenação. A Polícia Civil agora investiga se a execução pode ter ligação com o episódio.

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