Oficina busca quebrar silêncio e enfrentar violência contra mulheres

Encontro vai discutir tipos de agressão, canais de denúncia e a rede de apoio disponível, mas desafio ainda é transformar informação em proteção efetiva
15/08/2025 às 10h06
 - Atualizado há 11 meses
A imagem mostra duas mulheres sentadas frente a frente em uma mesa de escritório. A mulher à esquerda, de pele clara, cabelos presos em rabo de cavalo e usando um casaco listrado sobre camiseta preta, segura um folder da campanha "Agosto Lilás" e parece explicar algo para a outra mulher. A outra mulher está de costas para a câmera, com cabelos longos e escuros, e ouve atentamente. Sobre a mesa há canetas, papéis e um mouse de computador
Profissional do Núcleo Reconhecer explica sobre a campanha "Agosto Lilás" a participante atendida pela unidade — Foto: Divulgação

No próximo dia 26 de agosto, às 8h30, o Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) da Região Leste de Franca, promove uma oficina especial dentro da campanha “Agosto Lilás”, mês dedicado ao combate à violência contra a mulher. A atividade, aberta aos usuários atendidos pela unidade, terá a participação do Núcleo Reconhecer, que atua na defesa e proteção de vítimas de violência de gênero, racial e de mulheres em situação de vulnerabilidade.

O encontro pretende aprofundar o debate sobre os diferentes tipos de agressão previstos na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06), desde a violência física até as formas mais sutis, como a psicológica e a patrimonial. Também serão apresentados os canais de denúncia, a rede de apoio e dados sobre o cenário local — muitas vezes marcados por subnotificação e pela dificuldade das vítimas em romper o ciclo de abuso.

Apesar da importância de ações como essa, especialistas apontam que o maior desafio está em fazer com que a informação se traduza em proteção efetiva. A existência de leis e serviços de apoio não garante, por si só, que as mulheres estejam seguras, especialmente quando barreiras culturais, medo de retaliação e dependência financeira ainda silenciam muitas vítimas.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 3711-9314.

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