Morre Arlindo Cruz, ícone do samba e da música brasileira, aos 66 anos

Cantor e compositor estava internado no Rio de Janeiro para tratar uma pneumonia; artista enfrentava sequelas de um AVC desde 2017
08/08/2025 às 15h38
 - Atualizado há 1 ano
Arlindo Cruz, sambista e compositor brasileiro, aparece em primeiro plano segurando um microfone com a mão direita. Ele veste camisa bege clara, com colar dourado e pulseira no braço. O artista olha para frente enquanto canta, com expressão emocionada, sob iluminação de palco. O fundo é escuro, destacando sua figura.

Arlindo Cruz, um dos maiores nomes da música brasileira, morreu na tarde desta sexta-feira, 08. O cantor e compositor, de 66 anos, estava internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, onde tratava uma pneumonia. A família confirmou o falecimento, que deixa uma lacuna irreparável na cultura nacional.

Arlindo convivia, desde 2017, com as sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), que o deixou debilitado e dependente de cuidados diários. Além disso, enfrentava uma doença autoimune e utilizava sonda alimentar, o que restringia sua rotina, mas não apagava sua ligação com a música e com os fãs.

Ao longo de sua carreira, o artista construiu um repertório que atravessou gerações. Foi compositor de sucessos que embalaram rodas de samba, carnavais e rádios de todo o país, preservando e renovando a tradição do gênero. Suas canções, carregadas de poesia e identidade popular, são reconhecidas por amantes do samba como verdadeiras joias musicais.

Figura querida e respeitada, Arlindo Cruz deixa um legado de mais de 500 composições e uma história profundamente ligada à cultura brasileira. Sua partida encerra um capítulo importante do samba, mas sua obra permanece viva, ecoando nas rodas, nas ruas e nos corações de quem encontra na música a alma do Brasil.

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