Gel que cura feridas diabéticas acelera cicatrização em 12 dias

A tecnologia estimula vasos sanguíneos e pode transformar o tratamento de úlceras crônicas
18/08/2025 às 16h34
 - Atualizado há 11 meses
A imagem mostra uma mão apoiada sobre uma superfície azul. Sobre o dorso da mão, está sendo aplicado um gel transparente usando um conta-gotas. A substância escorre suavemente, formando uma camada espessa na pele.

O gel que cura feridas diabéticas é um tratamento experimental que promete transformar o cuidado de úlceras crônicas. Em testes de laboratório, mostrou resultados acelerados, estimulando a regeneração dos tecidos e reduzindo complicações frequentes em pacientes com diabetes.

Terapia regenerativa: como o gel atua no corpo

O gel experimental combina vesículas extracelulares com microRNA miR-221-3p, capazes de neutralizar a proteína trombospondina-1, que dificulta a formação de vasos sanguíneos. Além disso, quando incorporado ao hidrogel GelMA, libera o composto de forma gradual, favorecendo a angiogênese e acelerando a cicatrização.

Nos testes, úlceras em camundongos diabéticos tiveram 90% de redução em apenas 12 dias. Portanto, o desempenho foi superior aos métodos tradicionais e chamou a atenção da comunidade científica.

O estudo foi publicado em junho de 2025 na revista Burns & Trauma por pesquisadores chineses. Até agora, a pesquisa foi conduzida apenas em animais. Diferente dos tratamentos convencionais, essa terapia atua na raiz do problema: a má vascularização dos tecidos e, assim, abre caminho para um avanço significativo no tratamento de feridas crônicas.

Gel cicatrizante pode evitar complicações graves de feridas diabéticas:

O diferencial do gel regenerativo para úlceras diabéticas é promover a formação de novos vasos sanguíneos, reduzindo riscos de infecções e amputações. Por isso, especialistas consideram que, se validada em humanos, a técnica poderá ampliar sua aplicação para outras feridas crônicas e até regeneração óssea e cartilaginosa.

Apesar do impacto positivo, os cientistas ressaltam que são necessários ensaios clínicos para avaliar segurança, eficácia e custos de produção. Além disso, será preciso verificar efeitos colaterais antes da liberação para uso clínico.

Portanto, esse avanço reforça a importância da medicina regenerativa e traz esperança concreta para milhões de pessoas que convivem com as complicações do diabetes. Para acompanhar mais detalhes sobre pesquisas, inovações e avanços científicos na área da saúde, acesse o site oficial do Conselho Federal de Farmácia.

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