Justiça ouve réus por ataque a carro-forte na Cândido Portinari

Audiência marca nova fase do processo que investiga ação violenta de quadrilha em setembro de 2024
24/07/2025 às 09h22
 - Atualizado há 1 ano
Imagem noturna mostra um carro-forte em chamas no meio de uma rodovia. As chamas intensas consomem parte do veículo, principalmente na região dianteira, iluminando o entorno com tons alaranjados. É possível ver a estrutura metálica deformada pelo fogo, em contraste com o escuro da noite
Carro-forte destruído pelas chamas após ataque na rodovia Cândido Portinari, entre Franca e Restinga, em setembro de 2024 — Foto: Reprodução

Aconteceu nesta quarta-feira, 23, a primeira audiência de instrução da Operação Carcará, que apura o ataque a um carro-forte ocorrido na rodovia Cândido Portinari, entre Franca e Restinga, em setembro de 2024. O processo reúne réus suspeitos de integrarem a quadrilha envolvida no crime.

A audiência, realizada de forma online, contou com a participação de acusados presos em diferentes cidades paulistas, como Embu das Artes, Ribeirão Preto, Salto Grande, Presidente Venceslau e Franca, onde está Silvio Roberto Machado. Dois réus têm ligação direta com Franca: Cleuza Duarte Ribeiro, presa na capital paulista, e Denis da Costa Oliveira, que responde em liberdade.

Outro acusado, Luiz Carlos de Oliveira, de Franca, que havia tido a prisão revogada, passou a ser considerado foragido após novo mandado expedido pela Justiça, a pedido do Ministério Público.

De acordo com a investigação, os membros do grupo tinham funções específicas: alguns participaram diretamente do ataque, enquanto outros prestaram suporte logístico, como compra e registro de veículos, além de atendimento médico clandestino a feridos, como no caso do ex-gestor da UPA de Valinhos, que teria facilitado o atendimento ao criminoso Roberto Trovão, usando identidade falsa.

O ataque ocorreu na noite de 9 de setembro de 2024. Os criminosos bloquearam a rodovia com um caminhão, explodiram o carro-forte e trocaram tiros com a polícia. Cinco integrantes da quadrilha morreram no confronto, assim como o sargento Márcio Ribeiro, da Polícia Militar, e um caminhoneiro que passava pela via. O dinheiro transportado foi completamente destruído pelas explosões.

O processo contra Roberto Trovão, já condenado a mais de 35 anos de prisão, tramita separadamente. Esta audiência marca o início da fase de depoimentos de testemunhas e réus, etapa essencial para o julgamento. A defesa dos acusados não foi localizada pela reportagem.

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