Contas de luz ficarão mais caras em agosto com bandeira vermelha no patamar máximo

Aneel aciona tarifa extra de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos devido à queda no volume de chuvas e aumento no uso de termelétricas
28/07/2025 às 10h45
 - Atualizado há 1 ano
Pessoa segura uma conta de energia elétrica da CPFL com as duas mãos. O documento está parcialmente dobrado e exibe informações de consumo, valores cobrados e datas de vencimento. A conta tem cores predominantes em azul, vermelho e laranja, com colunas e campos numéricos detalhados. Ao fundo, há cortinas brancas com luz natural entrando pela janela.
Contas de energia da CPFL terão acréscimo em agosto com a adoção da bandeira vermelha patamar 2 — Foto: Reprodução

A partir de agosto, os brasileiros vão sentir no bolso o impacto da nova bandeira tarifária acionada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). O órgão anunciou nesta sexta-feira (26) que a bandeira vermelha, no patamar 2 — o mais alto — será aplicada nas contas de energia. Com isso, haverá um acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

O motivo da mudança é a escassez de chuvas em várias regiões do país, o que comprometeu a geração de energia pelas hidrelétricas. Para manter o fornecimento, usinas termelétricas — que têm custo mais elevado — estão sendo acionadas com maior frequência.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de alertar os consumidores sobre o custo da geração de energia. Desde dezembro do ano passado, o país vinha operando com bandeira verde, sem acréscimos. Mas, com a transição do período chuvoso para o seco e as previsões indicando menos precipitações, a Aneel já havia adotado a bandeira amarela em maio, seguida pela vermelha patamar 1 em junho e julho.

A agência também reforça a necessidade de uso consciente da energia, tanto para aliviar os gastos das famílias quanto para preservar os recursos naturais e a estabilidade do sistema elétrico nacional.

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