Mulher que matou primo a facadas durante briga de família está sendo julgada hoje em Franca

Sara Santos Oliveira responde por homicídio e duas tentativas de homicídio; crime foi registrado por câmeras de segurança na zona sul da cidade
26/06/2025 às 09h23
 - Atualizado há 1 ano
Montagem mostra, em destaque, a foto de um homem jovem, de pele parda, cabelo curto e expressão séria, vestindo camisa polo vermelha e agasalho cinza escuro. Ao fundo, em preto e branco e com baixa nitidez, aparece uma imagem de câmera de segurança que registra uma briga na rua à noite, com algumas pessoas envolvidas em um confronto físico próximo a um portão.
Diego de Oliveira Batista, de 29 anos, foi morto a facadas pela própria prima durante uma briga familiar em Franca; crime foi registrado por câmera de segurança — Foto: Reprodução

Está sendo julgada nesta quinta-feira, 26, em Franca, uma mulher de 28 anos acusada de matar o próprio primo a facadas durante uma briga de família. O crime aconteceu na noite de 10 de setembro de 2021, no bairro Recanto Elimar, zona sul da cidade. O júri popular começou às 9 horas.

Segundo a investigação, tudo começou com uma discussão entre Sara Santos Oliveira e o marido. Familiares do casal estavam na rua, e a confusão foi registrada por câmeras de segurança. As imagens mostram o momento em que a briga vira pancadaria, após um parente de Sara agredir o marido dela com socos.

Minutos depois, outros familiares chegaram ao local em um carro, entre eles, Diego de Oliveira Batista, de 29 anos, primo de Sara. Ele e outros dois homens desceram do veículo e se aproximaram do grupo. Em seguida, Sara correu para dentro de casa, pegou uma faca e voltou armada.

De acordo com as imagens e os depoimentos, Diego foi o primeiro a ser atacado. Mesmo afastado da confusão, ele foi golpeado várias vezes pela prima. Em seguida, Sara esfaqueou mais dois homens pelas costas. Diego chegou a ser socorrido, mas morreu na UPA. As outras duas vítimas sobreviveram após atendimento médico.

Um detalhe chamou a atenção da polícia: o irmão de Sara, que havia ido buscar Diego e outro rapaz que estavam em situação de rua, teria reativado a briga já encerrada. O marido de Sara já havia deixado o local. Para a investigação, Diego acabou morrendo “de graça”, já que não aparece agredindo ninguém nas imagens.

Após o crime, Sara fugiu para uma chácara da família e, cinco dias depois, se apresentou na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), acompanhada de um advogado. Ela alegou que agiu para defender o pai, que estaria sendo agredido. A versão, no entanto, foi descartada pela Polícia Civil, que apontou excesso nas agressões.

Sara responde pelos crimes de homicídio consumado e duas tentativas de homicídio, em liberdade. A defesa vai manter a tese de legítima defesa. Se condenada, Sara pode pegar até 30 anos de prisão.

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