Mulher é condenada por matar o primo com facadas durante briga de família em Franca

Sara Santos Oliveira foi sentenciada a 5 anos e 4 meses de prisão em regime semiaberto; crime aconteceu em 2021 e foi registrado por câmeras de segurança
27/06/2025 às 08h23
 - Atualizado há 1 ano
Montagem mostra, em destaque, a foto de um homem jovem, de pele parda, cabelo curto e expressão séria, vestindo camisa polo vermelha e agasalho cinza escuro. Ao fundo, em preto e branco e com baixa nitidez, aparece uma imagem de câmera de segurança que registra uma briga na rua à noite, com algumas pessoas envolvidas em um confronto físico próximo a um portão.
Diego de Oliveira Batista, de 29 anos, foi morto a facadas pela própria prima durante uma briga familiar em Franca; crime foi registrado por câmera de segurança — Foto: Reprodução

Foi condenada a 5 anos e 4 meses de prisão, em regime semiaberto, a jovem Sara Santos Oliveira, de 28 anos, acusada de matar o próprio primo com golpes de faca durante uma briga de família em Franca (SP). O julgamento aconteceu nesta quinta-feira, 26, no Fórum da cidade, quase quatro anos após o crime.

O caso aconteceu em setembro de 2021, no bairro Recanto Elimar, e foi registrado por câmeras de segurança. Além do homicídio de Diego de Oliveira Batista, de 29 anos, Sara também foi condenada por tentativa de homicídio contra outras duas pessoas que ficaram feridas durante a confusão.

O Conselho de Sentença reconheceu o homicídio como privilegiado, quando a pessoa age sob forte emoção ou motivação relevante, o que reduziu a pena. Uma das tentativas de homicídio também recebeu a mesma classificação. A Justiça ainda determinou que a ré pague indenização de cinco salários mínimos aos familiares da vítima fatal e aos sobreviventes.

Segundo o Ministério Público, a confusão começou com uma discussão entre Sara e o marido. Familiares de ambos se envolveram na briga, que foi registrada por câmeras de monitoramento. Nas imagens, é possível ver Sara entrando em casa, pegando uma faca e atacando o primo, que estava afastado da confusão. Na sequência, ela atinge outros dois homens pelas costas.

Durante o julgamento, a defesa sustentou a tese de legítima defesa de terceiro, alegando que Sara teria agido para proteger o pai, que estaria sendo agredido. No entanto, a promotoria rebateu, afirmando que houve excesso nas agressões, já que a situação já estava controlada e o marido da ré havia deixado o local.

Sara fugiu após o crime e se apresentou à polícia cinco dias depois, acompanhada de um advogado. Ela aguardava o julgamento em liberdade e, mesmo após a condenação, poderá recorrer fora da prisão.

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