Jovem que matou padrasto a facadas vai a júri popular nesta quinta-feira em Franca

Lázaro Alves, de 25 anos, responde em liberdade desde o crime cometido em 2021; mesmo preso duas vezes por tráfico após o homicídio, nunca permaneceu detido
12/06/2025 às 08h23
 - Atualizado há 1 ano
Montagem com duas fotos lado a lado. À esquerda, um jovem de pele parda veste uma camisa amarela da Seleção Brasileira, faz um gesto com a mão (o "hang loose", com polegar e mindinho estendidos), tem tatuagens no braço e olha para a câmera com expressão séria. À direita, um homem de barba cheia e cabelo curto aparece em uma foto tipo documento, com expressão neutra e fundo claro.
Lázaro Alves (à esquerda) será julgado nesta quinta-feira (12) pelo assassinato do padrasto, Adriano Moreira de Souza (à direita), morto a facadas em 2021, em Franca — Foto: Arquivo Pessoal

Lázaro Alves, de 25 anos, será julgado pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira, 12, em Franca, pelo assassinato do padrasto, Adriano Moreira de Souza, de 33. O crime aconteceu dentro do apartamento onde os dois moravam, no Residencial Nosso Lar, em 23 de abril de 2021.

Segundo a investigação, a discussão que levou ao homicídio começou quando a mãe de Lázaro o acordou para trabalhar como servente de pedreiro com Adriano. O jovem havia chegado de uma festa e se recusou a levantar. Houve uma briga e, durante o confronto, Lázaro pegou uma faca na cozinha e golpeou o padrasto. Adriano morreu no local. Uma irmã de Lázaro, também enteada da vítima, tentou intervir e acabou ferida.

O laudo necroscópico apontou que o golpe fatal atingiu a veia jugular, a artéria carótida e a traqueia. Após o crime, Lázaro fugiu e só se apresentou à polícia dias depois, alegando legítima defesa. A Promotoria, no entanto, sustenta que o crime foi motivado por razão fútil e o denunciou por homicídio qualificado.

Desde o homicídio, Lázaro responde em liberdade. Nesse período, foi preso duas vezes em flagrante por tráfico de drogas, uma em dezembro de 2022 e outra em maio de 2023, mas acabou liberado em ambas as ocasiões.

No primeiro flagrante, câmeras de monitoramento registraram Lázaro vendendo maconha em uma praça da região central de Franca. As imagens mostram o jovem com blusa preta e boné, movimentando dinheiro e escondendo a droga no jardim. Até um homem com uma criança foi flagrado comprando entorpecente no local. Mesmo com as provas, ele foi liberado após alegar que a droga era para consumo pessoal.

Na segunda prisão, ocorrida na Praça Barão, ele permaneceu dois meses detido e voltou às ruas. Agora, se for condenado pelo homicídio, Lázaro pode sair do Fórum direto para a penitenciária.

A vítima, Adriano, era trabalhador da construção civil e trabalhava com o próprio enteado.

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