Condenado por feminicídio é preso em Franca mais de três anos após o crime

Altevir Rocha de Oliveira foi localizado pela Polícia Civil nesta terça-feira. Ele havia sido condenado a 23 anos de prisão pelo assassinato da companheira, Geni Miranda
18/06/2025 às 08h10
 - Atualizado há 1 ano
Montagem com duas imagens. À esquerda, um homem de camisa vermelha e calça jeans aparece de costas, algemado, sendo escoltado por um policial com jaqueta preta e calça jeans, enquanto caminham por um corredor. À direita, uma foto antiga mostra uma mulher e um homem sorrindo e brindando com taças de vinho tinto; eles estão abraçados em um ambiente doméstico.
À esquerda, Altevir Rocha de Oliveira é preso pela Polícia Civil em Franca; à direita, ele aparece ao lado de Geni Miranda, vítima do feminicídio ocorrido em 2022 — Foto: Reprodução

Foi preso nesta terça-feira, 17, em Franca (SP), o pedreiro Altevir Rocha de Oliveira, condenado a 23 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da companheira, Geni Miranda. O crime aconteceu em abril de 2022 e, desde então, o autor permanecia em liberdade.

A prisão foi realizada por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Franca, após a expedição do mandado de prisão definitiva, emitido pela Justiça na última segunda-feira, 16. Desde então, os investigadores realizaram diligências para localizar o condenado, que foi encontrado ainda na cidade.

De acordo com a Polícia Civil, Altevir foi encaminhado à sede da DIG, onde teve a prisão formalizada, e depois levado ao sistema penitenciário, onde ficará à disposição da Justiça.

Geni Miranda tinha 66 anos quando foi espancada até a morte dentro de casa, na zona leste de Franca. Segundo o inquérito policial, o crime ocorreu após uma briga entre o casal, que mantinha um relacionamento conturbado. Ambos estariam sob efeito de álcool, e Altevir teria usado um extintor de incêndio para agredir a vítima.

O pedreiro acionou o Samu apenas no dia seguinte ao crime. Quando os socorristas chegaram, Geni já estava morta no sofá da sala. A causa da morte foi registrada como politraumatismo. O comportamento de Altevir durante o velório da vítima chamou atenção: ele demonstrou frieza e permaneceu ao lado da família da idosa.

Altevir chegou a ser julgado pelo Tribunal do Júri em março de 2024 e foi condenado inicialmente a 17 anos de prisão. A defesa recorreu da decisão, mas o recurso foi negado, e a pena aumentada para 23 anos e quatro meses. Além da prisão, o réu também foi condenado ao pagamento de R$ 50 mil em indenização à família da vítima.

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