
Representantes de comunidades LGBTQIA+ reclamam de novo RG
Nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) – que vai substituir o RG – não é bem aceita por grupos e entidades que representam a comunidade LGBTQIA+.
O documento exige o preenchimento de campos para identificação de sexo e nome social, o que, segundo as associações, causam constrangimento e humilhação para as pessoas trans e travestis.As entidades também reclamam que não houve diálogo entre o governo e a comunidade para a elaboração do novo documento.Duas associações representativas abriram ação civil pública contra a União e pedem a suspensão da nova carteira.
Além do número do CPF (Cadastro de Pessoas Físicas), a CNI exige a inclusão do nome de registro, nome social e sexo na mesma face do documento.As entidades alegam que as informações dão margem para diversas formas de violência e tratamentos degradantes gerados pela cultura de ódio transfóbico que assola o país.
Eles reclamam, principalmente, da citação do sexo no documento, expondo as pessoas trans que não tiveram o nome retificado.Mas reconhecem que a inclusão do nome social – que pode ser atualizado no RG – é um avanço e garante um direito da pessoa.
Foto:Reprodução
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