Coordenadora pedagógica critica mudança na aplicação do Saresp

Prova será aplicada a cada 2 anos. Secretário nega prejuízos aos alunos
16/10/2019 às 08h09
 - Atualizado há 6 anos

O Dia do Professor comemorado nesta terça-feira (15) foi marcado por declarações contundentes da coordenadora pedagógica e representante do Conselho Municipal de Educação, Andreia Braguim, na Tribuna da Câmara Municipal.

Andreia se queixou, primeiramente, da decisão do secretário municipal de Educação, Edgar Ajax dos Reis Filho, de não aplicar a prova do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) a estudantes dos 3º, 5º, 7º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio.

“Estamos fora de um indicador que aponta nossas metas e planejamento. O argumento da Prefeitura de que é preciso gastar R$ 80 mil com o Saresp não me convence, porque houve recentemente anulação de recursos da Educação. Não é custo, é falta de vontade. Nos bastidores, os professores se perguntam se a Prefeitura quer usar índices anteriores do Saresp para não indicar uma recaída dos índices atuais, diante de uma gestão que não tem a educação como prioridade. Além disso, as datas do exame também são negociáveis”, afirmou. A coordenadora pediu aos parlamentares que cobrassem de Edgar a realização do Saresp, porque há tempo de reverter a situação.

Andreia Braguim usou a Tribuna da Câmara Municipal / Foto: Divulgação

Braguim também reclamou de algumas escolas municipais que se encontram fechadas atualmente. Por causa disso, muitas salas de aula apresentam capacidade máxima (30 alunos), deixando os professores sobrecarregados e esgotados. Outra solicitação foi que o Conselho Municipal de Educação opinasse sobre projetos e programas da Prefeitura, além de pedir que os vereadores participassem com mais frequência das atividades do órgão.

Andreia ainda reclamou que não há qualquer iniciativa de prevenção de doenças nas escolas municipais, e que a demora na realização de licitações está causando escassez de materiais na rede municipal de ensino. Por fim, ela criticou o Projeto de Lei Complementar nº 32/2019, na pauta para ser votado na tarde de hoje, por alegar que ele causaria uma redução da remuneração dos professores do PEB I, por permitir o pagamento por horas/aula.

Ouça a entrevista:

Os vereadores se comprometeram a tomar medidas para sanar as situações apontadas por Andreia. Corrêa Neves Jr. (PSD) afirmou que os parlamentares apresentarão uma emenda supressiva para eliminar a expressão “horas/aula” do projeto. Adérmis Marini (PSDB) propôs elaborar um projeto de lei determinando o parecer do Conselho de Educação em projetos do setor educacional.

Já Carlinho Petrópolis Farmácia (MDB) irá protocolar um Requerimento cobrando a realização do Saresp, e, como vice-presidente da Comissão permanente de Educação, Esporte, Cultura e Lazer da Câmara, comprometeu-se a ser mais presente em reuniões do Conselho. Por fim, Marco Garcia cobrou um posicionamento de Edgar Ajax e afirmou que os R$ 80 mil necessários para a aplicação do Saresp não são uma despesa, e sim investimento.

Edgard Ajax nega prejuízos com a mudança na aplicação do exame / Foto: Divulgação

Em entrevista pelaRádio Imperador e portal Pop Mundi, Edgard Ajax negou qualquer prejuízo aos alunos e que o Saresp em Franca será aplicado a cada dois anos pois já existem outros indicativos usados pela Secretaria de Educação como, por exemplo, a prova Brasil.

Ouça a entrevista:

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