Promotor Público aceita denúncia contra irmão do prefeito Gilson

Supostas irregularidades no PAT serão apuradas pelo Ministério Público
20/09/2019 às 18h53
 - Atualizado há 7 anos

As supostas irregularidades cometidas no Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) durante a seleção de candidatos para o Programa Emergencial de Auxílio-Desemprego (PEAD) mantido em parceria da Prefeitura com o Estado serão investigadas pelo Ministério Público.

O promotor público, Paulo César Corrêa Borges, aceitou a denúncia feita pela Câmara de Vereadores. São 14 assinaturas, a única exceção é de Nirley de Souza (DEM) que é irmão de Carlinhos de Souza o principal apontado pelos denunciantes.

Na época duas pessoas estiveram na Câmara Municipal e durante uso da Tribuna acusaram um suposto favorecimento na destinação das vagas do programa. Ao todo o anúncio feito na página oficial do PAT ofertava 50 vagas e os aprovados teriam direitos como, cesta básica e bolsa auxílio mensal de R$ 210.

Janaína Rezende, uma das denunciantes disse “eu sou responsável por nove grupos de emprego com alcance de 5 mil pessoas e as denúncias de que as pessoas chegaram lá as 13h e 13h40 e não conseguiram pegar essas fichas porque havia uma pessoa guardando o lugar para a turma do Carlinhos que é o irmão do prefeito Gilson de Souza”.

Fabrício Gomes também usou a Tribuna e disse que “quando questionados alguns representantes ali do PAT disseram para os munícipes que estavam buscando esse auxílio que as vagas eram destinadas para a turma do Carlinhos”. Ainda durante as denúncias feitas aos parlamentares, foram exibidas algumas fotos que mostram Carlos de Souza, irmão do prefeito Gilson de Souza no Posto de Atendimento ao Trabalhador.

Irmão do prefeito Gilson foi fotografado no PAT / Foto: Reprodução

A Prefeitura que é a responsável pelo PAT assim que tomou conhecimento das denúncias negou os fatos e emitiu uma nota informando que “a abertura de inscrições para o benefício do Governo do Estado foi divulgada, como de costume, previamente na página do Facebook da unidade e que como o benefício era limitado a 50 beneficiários, houve a distribuição de senhas de acordo com a ordem de chegada das pessoas presentes, sem privilégios a ninguém”.

O irmão do prefeito, Carlinhos de Souza, que não ocupa nenhum cargo público se manteve em silêncio desde que o fato veio à tona.

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