
Após reclamar de salário de R$ 24 mil, procurador pede licença do MP
Uma declaração que gerou polêmica e reações em todo Brasil. Após reclamar do salário mensal de R$ 24 mil o procurador do Ministério Público de Minas Gerais, Leonardo Azeredo dos Santos tem sido alvo de muitas críticas pelas redes sociais e até mesmo na última segunda-feira (9) cartazes foram deixados na Pampulha com uma caixa de papelão e os dizeres “Ajude o procurador do MPMG sair do miserê”.
A mensagem se refere à fala do procurador que durante a 5ª reunião extraordinária do colegiado do MPMG que discutia o Orçamento de 2020 disparou “estou deixando de gastar R$ 20 mil de cartão de crédito e estou gastando R$ 8 mil. Pra poder viver com os R$ 24 mil. Eu e vários outros já estamos vivendo à base de comprimido, à base de antidepressivo”.
Leonardo cobrou medidas para reajustar os salários e disse “dentro do orçamento, não há nenhuma perspectiva, nenhum sonho, de incrementar qualquer tipo de vantagem que aumente nossa remuneração? Ou plantão? Ou qualquer coisa que aumente remuneração?”
A declaração foi gravada e publicada no próprio site do MPMG e rapidamente repercutiu nas redes sociais. Azevedo ainda acrescentou “é um salário relativamente baixo sobretudo para quem tem mulher e filho. Porque quando a gente não tem mulher e filho o dinheiro sobra”.
Em outro trecho da fala o procurador diz que “eu infelizmente não tenho origem humilde, eu não sou acostumado com tanta limitação”.
Ouça a declaração:
Portal da Transparência
O levantamento aponta que Leonardo Azeredo recebe remuneração bruta mensal de R$ 35.463,22. Com os descontos o valor cai para R$ 24 mil, mas com indenizações e outros benefícios incorporados chegou a receber em junho R$ 50.104,64.
Em nota o Ministério Público de Minas Gerais que a declaração é pessoal e que não há nenhum projeto de aumento para procuradores e outros servidores em virtude da grave crise financeira que vive o estado. O MP ainda informou que vem tomando todas as medidas cabíveis para reduzir os gastos.
O procurador não se manifestou após a declaração, apresentou um atestado médico e se afastou do cargo.
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