
Safra de café bate recorde histórico na região de Franca
Produção deve chegar 2,4 milhões de sacas – Foto/Cocapec
Em um ano em que a crise afetou a maioria dos setores produtivos do país, os cafeicultores que integram o que é conhecida como Alta Mogiana não têm motivos para reclamar.
A safra de café bateu recorde histórico na região e a estimativa é de que a produção chegue algo em torno de 2,4 milhões de sacas do produto até final do ano.
Os dados são da Cooperativa de Cafeicultores de Franca e Região (COCAPEC) que abrange 13 municípios, entre eles, as cidades mineiras de Ibiraci, Clavaral e Capetinga.
Ao todo são mais 3.100 cooperados, que juntos, mantém lavouras em aproximadamente 75 mil hectares.
A alta foi de 15% a mais do esperado e os números são surpreendentes tanto pela quantidade, quanto pela qualidade dos grãos produzidos nas lavouras da região. A maior parte do que sai das fazendas é vendida para o exterior, e o que reforça a referência da região como uma das principais exportadoras de café do Brasil.
Em entrevista exclusivaao repórter Samuel Cintra pela Rádio Imperador AM 920, o superintendente da Cocapec, Saulo Faleiros, disse que “após 2 anos de dificuldades com problemas climáticos, estamos encerrando o ano de 2016 com saldo bastante positivo e favorável para produção de café” comemorou.
A maior incidência de chuvas é apontada como um dos principais fatores que contribuíram para o bom resultado. Outro fator que também manteve o setor em alto nível foi o equilíbrio de preços na cotação da saca de 60 quilos do produto que em média ficou na casa de R$ 500.
Mais do que nunca o setor mostra sua força e importância na economia regional movimentando bilhões de reais, gerando renda e empregos. Em nível nacional, a região de Franca representa algo em torno de 11% do total de café arábica produzido no Brasil.
Apesar dos números que superaram os anos anteriores mesmo com país em crise, o diretor da cooperativa explicou que “não vou dizer que foi uma exceção porque na verdade os preços do momento estão remunerando produtor somado ao volume da produção, mas a dificuldade a nível de Brasil é uma conjuntura que está difícil excluir algum setor” explicou Saulo.
Ouça a entrevista Mas os resultados positivos obtidos em 2016, dificilmente serão atingidos em 2017. Ainda de acordo com a entidade, pela própria característica da cultura que apresenta uma oscilação a cada dois anos, a previsão é de que a produção futura não chegue a 30% do total que foi nesse ano.
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