
Surto de leishmaniose causa 29 mortes de animais na região de Franca
Os casos foram confirmados entre outubro de 2015 e junho de 2016 e deixam a região em alerta devido ao risco do avanço da doença. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a coleta de exames foi feita em 120 animais de moradores de ranchos e fazendas do Estreito, que é um distrito de Pedregulho (SP).
Dos 29 cães contaminados, 11 foram sacrificados e cremados, 18 os próprios donos ficaram responsáveis pela eutanásia ou morreram em decorrência do agravamento da doença. Os dados fazem parte de um inquérito canino feito pela Prefeitura, com o mapeamento das ocorrências e que novamente será realizado para avaliar a atual situação na cidade.
A leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) e apresentam cor amarelada ou acinzentada e suas asas permanecem abertas quando estão em repouso. Seus nomes variam de acordo com a localidade; os mais comuns são: mosquito palha, tatuquira, birigüi, cangalinha, asa branca, asa dura e palhinha. O mosquito palha ou asa branca é mais encontrado em lugares úmidos, escuros, onde existem muitas plantas.
Não existe tratamento para o animal contaminado, por isso, os cães que apresentam resultado positivo são sacrificados. Além disso, não podem ser enterrados porque existe risco de contaminação do solo.
Em entrevistaao repórter Samuel Cintra a Rádio Imperador AM 920, o Secretário de Saúde de Pedregulho, Adolfo Carlos, disse que “nossa preocupação não é só com os animais, mas principalmente a transmissão do mosquito para o ser humano” concluiu.
O trabalho de coleta de exames já foi retomado nos distritos de Estreito, Vila Primavera e Vila Barreira. A expectativa é de cadastramento de 300 animais e ao mesmo tempo foi iniciada uma campanha para orientar a população.
Novos suspeitos
A Secretaria Municipal de Saúde de Franca (SP) também confirmou que alguns casos suspeitos foram registrados na cidade, mas os resultados foram negativos. Uma reunião foi realizada entre veterinários para definir um plano de ação de controle para evitar novos registros da doença.
“Esse vetor está muito próximo com casos em Pedregulho e Barretos, e a qualquer momento pode chegar a Franca” alertou o secretário de saúde, José Conrado Neto.
Ouça a entrevista
Dicas de prevenção
- Evitar construir casas e acampamentos em áreas muito próximas à mata
- Fazer dedetização, quando indicada pelas autoridades de saúde
- Evitar banhos de rio ou de igarapé, localizado perto da mata
- Utilizar repelentes na pele, quando estiver em matas de áreas onde há a doença
- Usar mosquiteiros para dormir
- Usar telas protetoras em janelas e portas
- Eliminar cães com diagnóstico positivo para leishmaniose visceral, para evitar o aparecimento de casos humanos.
graça no seu WhatsApp


