Poluição sonora pode provocar depressão e distúrbios do sono, diz especialista

"Os paulistanos têm razão de reclamar do barulho na cidade. Mais do que desconforto, o ruído excessivo pode provocar problemas auditivos sérios e aumentar o estresse, ocasionando até depressão", adverte Paulo Roberto Lazarini, presidente da Sociedade Bras
22/10/2014 às 00h00
 - Atualizado há 11 anos

“Os paulistanos têm razão de reclamar do barulho na cidade. Mais do que desconforto, o ruído excessivo pode provocar problemas auditivos sérios e aumentar o estresse, ocasionando até depressão”, adverte Paulo Roberto Lazarini, presidente da Sociedade Brasileira de Otologia (SBO), também diretor do Departamento de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo.

O alerta decorre do Relatório Anual da Ouvidoria-Geral do Município, no qual as reclamações contra o barulho ficaram em terceiro lugar, após as relativas a atendimento e à poda de árvores.

Lazarini explica que o ruído constante e acima de 85 decibéis pode provocar, em casos de exposição contínua, até a perda de audição. Além disso, também pode causar irritabilidade, distúrbios do sono e, em algumas situações, intensificar queixas emocionais, como ansiedade e depressão. “É fundamental que haja fiscalização pelos órgãos públicos e orientação da população em geral para que não produza nem se exponha a ruídos excessivos, melhorando a saúde auditiva da coletividade”, defende Lazarini.

O especialista lembra que é muito comum, por exemplo, que motocicletas circulem com o escapamento aberto, propositalmente ou por falta de manutenção, o que aumenta o ruído destes veículos, causando danos à saúde do condutor e das demais pessoas expostas ao barulho.

Da mesma forma, não é raro que alarmes de veículos estacionados disparem, às vezes no meio da noite, prejudicando o descanso e o conforto das pessoas na vizinhança.

Leia também:

Escolha sua rádio