Vice de Aécio Neves ataca adversários em passagem por Franca

Vice na chapa de Aécio Neves (PSDB), na disputa presidencial, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), esteve na terça-feira (16), fazendo campanha em Franca. Durante sua passagem na cidade, o político falou a reportagem do Pop Mundi sobre a corrida eleit
17/09/2014 às 00h00
 - Atualizado há 12 anos

Vice na chapa de Aécio Neves (PSDB), na disputa presidencial, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), esteve na terça-feira (16), fazendo campanha em Franca. Durante sua passagem na cidade, o político falou a reportagem do Pop Mundi sobre a corrida eleitoral.

Acompanhado de grande parte da cúpula tucana, o senador também visitou a Rádio Imperador, juntamente com assessores, candidatos aos cargos de deputados estadual e federal, do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) e amigos.

Aloysio Nunes, vice na chapa de Aécio Neves chamou de “paradeira geral” a economia brasileira / Foto: Thiago Garcia

Questionado sobre projetos para amenizar a crise vivida no setor calçadista em solo francano – inclusive com a dispensa de centenas de funcionários nos últimos meses -, Aloysio criticou o atual governo petista, além da queda de empregos criados no mesmo período do ano passado, que chamou de “paradeira” geral. “Consultando o CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregado), o número de empregos criados em abril deste ano foi 13 vezes menor que em 2013… Franca tem uma região com uma economia muito diversificada e que está sofrendo a “paradera” geral que se estabeleceu no país com o governo do PT (Partido dos Trabalhadores)”, diz o candidato do PSDB.

Aloysio também apontou como extremamente necessário a reforma tributária para diminuir a pressão, para um possível fim da chamada “guerra fiscal” entre os Estados brasileiros. “A indústria brasileira está indo para o ‘ralo’, está acabando. Nós estamos exportando empregos e temos uma carga tributária absurda. O sapato de Franca, é tributada de ICMs e de IPI, então nós temos que fazer uma belíssima reforma tributária para inclusive acabar com a guerra fiscal entre os Estados”.

Sobre o alto custo de produção do calçado, acredita seja menos burocrática. “Temos que reduzir a burocracia que aumenta o custo da produção. Nós exportamos o couro cru e importamos o manufaturado, com isso o custo do calçado aumenta, fica muito concorrido”, ressalta o tucano.

Reformas política e tributária

Ao defender a necessidade uma reforma tributária para solucionar o problema de grande parte das indústrias, o senador foi questionado sobre os motivos pelos quais, as reformas política e tributária, não são concretizadas no país, e defendeu o corte de despesas dos governos. “A reforma tributária, por exemplo, não sai do papel, pois é necessário contrariar interesses… Para isso, você tem que ter força e disposição política. Não basta apenas você tirar o atual governo”, explicou.

Apoio

De acordo com a pesquisa pela disputa à presidência da república divulgada pelo Ibope na terça-feira (16), a chapa do PSDB com Aécio e Aloysio aparece na terceira colocação com 19% das intenções de votos, ficando atrás, no primeiro turno, das candidatas Marina Silva (30%) e Dilma Rousseff (36%).

Durante a entrevista, o senador se mostrou confiante em uma quase “impossível” virada que levaria os tucanos a um eventual segundo turno, evitou falar sobre possíveis apoios, e falou em voto de reflexão dos brasileiros. “Eu aposto no eleitor que pense o seguinte. Não dá mais para o governo Dilma continuar, mas eu vou para uma aventura política, colocar no lugar da Dilma alguém que eu não sei o que realmente pensa”, disse ao criticar a candidata Marina Silva.

Ainda sobre a candidata do PSB, Aloysio disse que ela se apresenta como alguém que não é da política. “As propostas da Marina, se você espremer não sobra nada, essa que é a verdade. Mas ela é da política sim, ela esteve no governo Lula, fez parte do processo do ‘mensalão’ e não disse uma palavra contra, só que hoje ela pertence a um partido pequeno com uma grande confusão interna, uma colcha de retalhos.”, criticou.

No entanto, apesar das críticas à candidata, parte da cúpula tucana está indo na contra mão de Aloysio. Segundo publicado pela Agência Estado, na segunda-feira (15), o presidente estadual do PSDB no Ceará, Tomás Figueiredo Filho, teria declarado apoio à Marina, inclusive teria ressalto ter muitos pontos políticos em comum.

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